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Preços de commodities agrícolas devem perder força na década

Por outro lado, as emissões de gases provenientes da agricultura deverão aumentar 4% nos próximos dez anos

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REUTERS/Amira Karaoud
REUTERS/Amira KaraoudPor outro lado, as emissões de gases provenientes da agricultura deverão aumentar 4% nos próximos dez anos

Os preços de importantes commodities agrícolas deverão perder força na próxima década, após uma disparada no ano passado, diante de um aumento na produtividade e da desaceleração na demanda chinesa, disseram a agência da ONU para alimentação e a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

No entanto, as emissões provenientes da agricultura tendem a aumentar, devido especialmente à produção de animais, indicaram em relatório a FAO (Organização para Alimentação e Agricultura, na sigla em inglês) e a OCDE.

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Os preços de commodities agrícolas dispararam desde o ano passado, impulsionados pelo aumento nas importações chinesas e pela redução nos estoques globais, o que levou a FAO a projetar custos recordes para importadores de alimentos em 2021.

As cotações dos principais produtos agrícolas, porém, devem recuar – em termos reais – ao longo da próxima década, revertendo uma tendência de longo prazo que aliava o aumento de produção à crescente demanda de uma população global crescente, disseram FAO e OCDE hoje (5), em relatório com projeções agrícolas para o período de 2021 a 2030.

A demanda chinesa continuará guiando os mercados agrícolas mundiais, especialmente para o consumo de carnes e peixes, mas avançará em um ritmo mais lento do que na década passada, segundo o relatório.

Por outro lado, as emissões de GEE (Gases de Efeito Estufa) provenientes da agricultura deverão aumentar 4% nos próximos dez anos, com a criação de animais respondendo por mais de 80% desse crescimento.

“Dessa forma, será necessário um esforço político adicional para que o setor agrícola contribua efetivamente para a redução global das emissões de GEE, conforme estabelecido pelo Acordo de Paris”, conforme a FAO e a OCDE, acrescentando que ganhos de produtividade reduziriam as emissões por unidade produzida. (com Reuters)

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