Escala e alta adesão definem um novo momento para as healthtechs brasileiras

Pesquisa da Sling Hub mapeou 1158 startups de saúde operando no Brasil e um impacto estimado em aproximadamente R$ 1,8 bilhão.

Luiz Gustavo Pacete
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As 1158 startups de saúde do Brasil foram responsáveis por movimentar aproximadamente R$ 1,8 bilhão em 2021 (Crédito: Getty Images)

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Uma das certezas do pós-pandemia é de que o segmento de saúde jamais voltará a ser o mesmo. A mudança de perspectiva em relação à telemedicina e a alta na curva de adesão das pessoas por plataformas digitais vêm ampliando as oportunidades e, sobretudo, o impacto financeiro das healthtechs. Pesquisa da Sling Hub, encomendada pelas startups BenCorp e Saúde da Gente, mostra que, em 2021, foram mapeadas 1158 empresas do segmento, ante 542 no ano passado. Essas startups movimentaram aproximadamente R$ 1,8 bilhão.

Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria das empresas ativas são de gestão e acesso à saúde. Com a conexão 5G, aponta o estudo, um avanço ainda maior está previsto, sobretudo, no que se refere às consultas por telemedicina, monitoramento e procedimentos cirúrgicos remotos. “As healthtechs contribuem para atender a uma demanda de mercado cada vez maior, e ainda modernizam ações de saúde atacando dores que métodos convencionais não conseguem. O Brasil é considerado, hoje, o maior mercado de saúde da América Latina e o sétimo no mundo todo. Somente aqui, movimentam-se por volta de US$ 42 bilhões ao ano com cuidados à saúde privada, por isso, os benefícios da inteligência artificial para esse ecossistema são imensos”. explica Luís Chicani, CEO da Saúde da Gente.

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“A tecnologia, aliada a processos mais ágeis a fim de entregar a melhor solução, faz com que as healthtechs sejam vistas como uma escolha eficaz. E são muitas as áreas de atuação dessas startups, que vai desde Big Data e analytics, para análise completa de dados e aplicações precisas voltadas à área da saúde. Tudo de acordo com cada usuário individualmente, desde o desenvolvimento de prontuário eletrônico, o que aumenta a eficiência dos atendimentos, até o acompanhamento completo da saúde”, afirma César Ciongoli, CEO da BenCorp, healthtech de gestão integrada em benefícios, saúde ocupacional e segurança do trabalho.

Gilberto Barbosa, diretor de Marketing da VidaClass, reforça que existem outros elementos comportamentais que afetam o contexto da saúde do brasileiro. “O boom do home office que surgiu com a pandemia mostra mudanças que podem afetar a saúdes. Por exemplo, uma pessoa que se deslocava ao serviço estava mais sujeita à poluição e trânsito, enquanto o trabalho em casa pode reduzir a atividade física. São pontos que atuam de maneiras diferentes no nosso corpo e, portanto, também exigem diferentes cuidados”, ressalta.

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Além das startups, as grandes empresa de saúde também estão se utilizando de tecnologia para escalar seu alcance. Em ação recente, a Dasa mobilizou 310 mil mulheres com mamografia atrasada para a realização do exame preventivo. Isso foi possível por meio de um sistema integrado de dados com mais de 5 bilhões de informações. “Em uma ação proativa orquestrada por profissionais multidisciplinares, como médicos, enfermeiros, cientistas de dados, antecipamos riscos e atuamos pela saúde, ativando o contato com pacientes e seus médicos e mobilizando-os para a importância do rastreamento que pode reduzir a mortalidade pela doença em até 30%1”, diz Ana Elisa Siqueira, diretora de Cuidados Integrados e Inovação Assistencial da Dasa.

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