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C-Suite: Tatiana Rivas Marante é a nova gerente geral da Biogen Brasil & Muito Mais

Acompanhe os passos de 25 executivos C-level nos últimos 15 dias

5 min
Nicola Labate/Divulgação
Nicola Labate/DivulgaçãoTatiana Rivas Marante é a primeira mulher a ocupar o cargo de gerente geral na Biogen Brasil

A coluna quinzenal da Forbes com as movimentações dos executivos no Brasil e no mundo destaca, nesta edição, as transformações no alto escalão da SulAmérica. A seguradora brasileira anunciou que Gabriel Portella, diretor presidente da companhia, decidiu não continuar no cargo. Portella indicou Ricardo Bottas como seu sucessor. O novo indicado à presidência da seguradora assume o cargo em um momento de importantes transições. Em 2020, a SulAmérica comprou a Paraná Clínicas e concluiu a venda da operação de automóveis e ramos elementares.

O ano também começou movimentado para o setor de luxo, com o anúncio de Hugues Bonnet-Masimbert como novo presidente e CEO da Rimowa. Ele será o sucessor de Alexandre Arnault, que atuará como vice-presidente executivo, de produtos e comunicação da Tiffany & Co.

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Por aqui, a IBM anunciou Katia Vaskys como sua nova gerente geral – a primeira mulher a ocupar o cargo na empresa.

Tatiana Rivas Marente, nova gerente geral da Biogen Brasil, também é a primeira mulher a assumir a posição na empresa de biotecnologia com foco em neurociência. Foi com ela que a Forbes conversou nesta edição. Com 20 anos de carreira, Tatiana tem vasta experiência no setor farmacêutico e vem de uma longa trajetória na Janssen Brasil e na Pfizer.

Leia a entrevista completa com Tatiana para saber sobre mais os objetivos da executiva e como ficam as operações da empresa no país:

Forbes Brasil: O setor farmacêutico tem ficado ainda mais em evidência nos últimos meses. Quais são as oportunidades e desafios da Biogen Brasil neste momento?

Tatiana Rivas Marante: Nunca foi tão importante investir em inovações na área da saúde. No entanto, não basta apenas apostar em pesquisa e desenvolvimento se não fizermos com que essas inovações cheguem às pessoas que precisam.

Em 2021, nosso desafio em esclerose múltipla é trabalhar principalmente a evolução do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). Em outubro de 2020, o Ministério da Saúde publicou uma proposta para o novo protocolo clínico brasileiro. Essa mudança representa a possibilidade de um cuidado muito mais adequado, já que o aspecto clínico e o prognóstico da esclerose múltipla variam de paciente para paciente, o que exige um plano de tratamento individualizado.

Com relação à atrofia muscular espinhal (AME), o nosso desafio é viabilizar o acesso do nusinersena aos pacientes com AME tipos II e III. Estamos aguardando a recomendação final da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

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Também devemos ter um importante avanço no que diz respeito ao cuidado com a doença de Alzheimer (DA). Esperamos poder trabalhar com o aducanumabe, um anticorpo monoclonal que tem como alvo eliminar seletivamente formas agregadas da proteína beta-amiloide que podem ser a causa da neurodegeneração na doença. Se aprovado, o aducanumabe será o primeiro tratamento com potencial para alterar significativamente o curso natural da doença.

FB: Qual a importância do mercado brasileiro para a Biogen?

TM: O Brasil é um dos principais mercados para a companhia globalmente. A Biogen vê e acredita no potencial do Brasil, que foi o primeiro país latino-americano a receber uma afiliada da companhia, em 2007. Entre 2016 e 2018, crescemos o escritório em 30% e hoje temos cerca de 120 funcionários. O Brasil é um país prioritário para nossa organização: temos cinco medicamentos aprovados no Brasil, sendo quatro deles disponibilizados no Sistema único de Saúde (SUS). Na comunidade de esclerose múltipla, quatro em cada dez pacientes brasileiros tratados fazem uso de algum dos medicamentos da Biogen. Em atrofia muscular espinhal, trouxemos o primeiro tratamento modificador da história, sendo que este já está inclusive incorporado e sendo dispensado para uma subpopulação com AME.

FB: Você tem uma longa trajetória no setor farmacêutico. Quais são seus principais objetivos como gerente geral e como a primeira mulher a ocupar esse cargo na Biogen Brasil?

TM: A Biogen acredita na diversidade para manter seu papel de liderança e inovação e para perpetuar o legado na área de neurociência. Sem dúvida as agendas sociais foram acompanhadas pela Biogen, no Brasil e no mundo, e a diversidade na seleção dos executivos é central para a organização.

Trago uma trajetória importante que dialoga diretamente com as necessidades de negócio da empresa, e me orgulho de ser a primeira mulher a assumir essa posição. Nos tornamos uma das maiores empresas de biotecnologia no mundo a partir de grupos de pessoas visionárias, criativas, éticas e responsáveis. O foco singular da Biogen na neurociência nos coloca em uma posição única para responder a uma demanda presente e futura da sociedade.

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Para isso, vamos ampliar ainda mais a liderança institucional, científica e clínica da Biogen nessa área terapêutica tão importante que é a neurociência e que dialoga com um desafio da sociedade.

Veja, na galeria a seguir, as movimentações de posições C-level nas últimas semanas:

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