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5 dicas para driblar a inteligência artificial nos processos seletivos

É possível adaptar o currículo para que ele seja passe pelos algoritmos estabelecidos nos critérios de pré-seleção

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LaurenceDutton/Getty Images
LaurenceDutton/Getty ImagesAo contrário do que muitos pensam, a inteligência artificial é um recurso que torna os processos mais justos e inclusivos

Já faz muito tempo que a quantidade de vagas no mercado brasileiro está muito aquém do número de profissionais da chamada população economicamente ativa, pelo menos em grande parte dos setores. O Brasil fechou o ano de 2020 com um contingente recorde de 14 milhões de desempregados.

Essa imensa diferença entre a procura e a oferta torna as buscas muito mais difíceis – de ambos os lados. Em 2020, a Suzano, empresa brasileira de papel e celulose, recebeu 1.175 candidaturas para apenas 15 vagas de estágio. Com apoio de recursos de inteligência artificial foi possível reduzir em 95% o tempo gasto na triagem dos currículos recebidos. Anteriormente, a companhia gastava, em média, 117 horas para analisar cerca de 60% do material que chegava ao departamento de recursos humanos.

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O uso da tecnologia, no entanto, tem sido tratado como o grande vilão pelos candidatos. Boa parte deles considera o processo de triagem injusto. Mas a realidade é que essas ferramentas vieram para ficar – e elas não são, necessariamente, ruins para quem está em busca de uma recolocação. Elas foram criadas para, além de agilizar o processo, trazer assertividade, ou seja, fazer um match mais certeiro entre vagas disponíveis e candidatos.

Thaylan Toth, CEO da Mindsight, desenvolvedora de ferramentas analíticas e preditivas para processos seletivos, afirma que “com a otimização dos processos seletivos, os profissionais de RH passam a ter mais tempo e recursos para avaliar o que está funcionando ou não e para criar novas formas de engajar e estimular os funcionários”.

De forma geral, as tecnologias de IA para processos seletivos se baseiam nas informações passadas pela empresa, como cultura, performance, produtividade e setor de atuação. A partir dessas informações, os softwares buscam os candidatos que mais se enquadram aos pré-requisitos da vaga e que mais têm aderência às características da empresa. Guilherme Dias, CMO e cofundador da Gupy, startup especializada em tecnologia para contratação com base em inteligência artificial que atende empresas como Ambev, GPA, Vivo e Cielo, afirma que a “IA aprende constantemente com os recrutamentos e com a performance das pessoas e, com o tempo, passa a ranquear os currículos que mais se adaptam a cada empresa”.

Esse método de recrutamento pode ser também um poderoso aliado para companhias que estejam desenvolvendo políticas internas de valorização da diversidade. Isso porque a tecnologia de IA pode ser calibrada e refinada para desconsiderar vieses como gênero, etnia, formação acadêmica e local onde o candidato mora, levando em conta apenas habilidades e competências requisitadas pela empresa, como soft e hard skills.

“A IA é muito poderosa, mas é preciso que o ser humano determine direcionamentos e que ela seja regulada. Com esses recursos, os recrutadores saem do subjetivo e conseguem analisar uma gama maior de informações, como aderência, fit cultural e competências. A IA vem para tornar os processos mais justos, ao contrário do que muita gente pensa”, diz Paula Esteves, vice-presidente de gestão e consultoria do Grupo Cia de Talentos.

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Concorrer a uma vaga de emprego pode ser um processo cansativo e doloroso. Veja, na galeria a seguir, 5 dicas de como estruturar seu currículo para que ele não seja barrado pelos softwares de recrutamento baseados em inteligência artificial:

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