Dólar engata 7° pregão de alta e supera R$ 4,46

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Às 10:06, a moeda norte-americana avançava 0,44%, a R$ 4,4636 na venda

O dólar renovou mais uma vez sua máxima histórica na abertura hoje (27), superando R$ 4,46 pela primeira vez e subindo pela sétima sessão consecutiva em meio a temores sobre a expansão do coronavírus.

Às 10:06, a moeda norte-americana avançava 0,44%, a R$ 4,4636 na venda, enquanto o principal contrato de dólar futuro subia 0,25%, a R$ 4,4620. Na máxima da sessão, a divisa norte-americana chegou a ser negociada a R$ 4,4650, novo recorde histórico intradiário.

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“O impacto do coronavírus continua sendo uma incógnita e uma ameaça para a economia mundial”, resumiu em nota Jefferson Rugik, da Correparti Corretora, citando movimentos de proteção.

Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria, disse que o movimento de hoje é reflexo do “fator externo, um acompanhamento da tendência do exterior; moedas emergentes continuam fragilizadas pela busca de refúgio em ativos mais seguros”.

No entanto, ressaltou que “por ora, o movimento ainda é modesto em comparação à alta do dólar nos outros dias, como ontem (26)”. “Isso sugere tentativa de estabilização, e o dia ainda deve ter alguma volatilidade.”

Ante moedas emergentes, como pesos mexicano e chileno, lira turca, e rand sul-africano, o dólar ganhava força, mas, contra uma cesta de moedas fortes, tinha queda acentuada de 0,28%, perdendo quase 0,5% em relação ao iene, sinal da cautela internacional.

O número de novas infecções por coronavírus na China, fonte do surto, foi pela primeira vez superado por novos casos no restante do mundo ontem, aumentando os temores de uma pandemia. Ontem, o Brasil teve seu primeiro caso da doença confirmado em São Paulo.

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Em uma tentativa de limitar a disparada do dólar – que já sobe pela sétima sessão consecutiva e acumula alta de mais de 10% este ano – o Banco Central realizou neste pregão leilão extraordinário de até 20 mil swaps tradicionais com vencimento em agosto, outubro e dezembro de 2020, conforme anunciado ontem, em que vendeu todos os contratos ofertados.

Segundo o economista Silvio Campos Neto, “o mercado já estava contando com esse leilão, então não foi novidade”, o que limitava a capacidade da atuação do BC de frear a moeda dos Estados Unidos.

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