Google e fundação de Rihanna estão entre apoiadores de iniciativa que distribui US$ 1.000 a pessoas de baixa renda nos EUA

Reprodução/Forbes
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A campanha Project 100, do Google a da Fundação de Rhianna, começou no mês passado e tem como objetivo enviar US$ 1.000 a 100 mil americanos

O Google, a Fundação Clara Lionel de Rihanna e a Schusterman Family Foundation (a instituição de caridade iniciada pelo falecido magnata do petróleo Charles Schusterman e sua esposa Lynn) estão dando dinheiro aos consumidores mais atingidos pelo coronavírus. Eles estão apoiando uma campanha da iniciativa Project 100, que começou no mês passado que tem como objetivo enviar US$ 1.000 a 100 mil americanos. Outros doadores incluem a organização filantrópica Blue Meridian Partners e a empresa de investimentos de impacto Flourish, além do “The Late Show” com Stephen Colbert.

A GiveDirectly, uma organização sem fins lucrativos de Nova York fundada pelo empresário Michael Faye, 39 anos, está liderando o esforço. Enquanto fazia seu doutorado em economia em Harvard, Faye aprendeu que fornecer dinheiro –não treinamento ou educação da força de trabalho– é a melhor maneira de ajudar os extremamente pobres. “O dinheiro reconhece que um tamanho não serve para todos”, diz ele. “Os extremamente pobres têm escolhas terrivelmente difíceis de fazer. Envio minha filha para o ensino médio ou alimento meu recém-nascido?”, fala. Os doadores sabem pouco sobre a vida dos destinatários; portanto, o dinheiro os ajuda mais, diz ele.

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Ele começou a GiveDirectly em 2009 e levou o projeto em paralelo à carreira de consultor na McKinsey e a fundação de duas fintechs. Desde o seu início, a GiveDirectly levantou US$ 280 milhões e distribuiu US$ 160 milhões para os extremamente pobres. Nas últimas cinco semanas, o Project 100 fez parceria com uma fintech e outra instituição de caridade para arrecadar US$ 55 milhões de uma meta de US$ 100 milhões. Vinte milhões de dólares vieram da Schusterman Family Foundation.

Em março, depois que o coronavírus desacelerou a economia dos EUA, a GiveDirectly precisava de uma maneira de identificar rapidamente americanos extremamente pobres e afetados financeiramente pelo vírus. Fez uma parceria com a startup de fintech Propel, cujo aplicativo Fresh EBT tem mais de 2 milhões de usuários de baixa renda. A plataforma ajuda os destinatários de cupons de comida a verificar seus saldos sem precisar ligar para um 0800. Com a orientação da GiveDirectly, a Propel tem como alvo os códigos postais mais pobres que foram os mais afetados pelos casos de coronavírus para decidir quem será receberá o benefício.

“Estamos felizes por termos conseguido operacionalizar tão rapidamente”, diz Faye. “Nesta semana, movimentaremos mais de US$ 10 milhões, que é essencialmente o dinheiro que levantamos na semana passada”. Os destinatários podem receber o montante através de depósito direto em uma conta bancária, cheque em papel, PayPal, Venmo ou retirada em um local MoneyGram.

A organização beneficente Stand for Children, de Portland, no estado norte-americano do Oregon, é colíder do Project 100 com a GiveDirectly e a Propel. Está doando tempo para a equipe responder às perguntas dos destinatários, trazendo filantropos como doadores e recrutando influenciadores como Julia Louis-Dreyfus para espalhar a notícia.

O esforço conjunto já está produzindo um grande impacto. Anica Henderson, uma moradora do Brooklyn de 28 anos que trabalhava como auxiliar de idosos antes do fechamento das escolas de Nova York, usou os US$ 1.000 que recebeu para pagar o aluguel e comprar um purificador de ar para sua filha asmática de 6 anos. Outra mulher tinha apenas US$ 0,45 em sua conta bancária antes da chegada do pagamento de US$ 1.000, diz Faye.

Andrew Yang também está ajudando a espalhar a notícia sobre o Project 100. Em uma escala mais ampla, Yang transformou a ideia de dar aos americanos dinheiro em uma conversa nacional, apoiando projetos de renda básica universal. Outros que ajudam a GiveDirectly a espalhar a notícia são Ariana Grande e a ex-congressista da Georgia Stacey Abrams.

Separadamente do Project 100, a GiveDirectly está enviando milhões de dólares a consumidores de países como Quênia, Uganda e Marrocos, que foram afetados financeiramente pelo coronavírus. Como dólares valem mais nestes países, a GiveDirectly dá quantias diferentes. No Quênia, pessoas nas favelas de Nairóbi recebem US$ 28 por mês durante três meses. O objetivo é atingir até 200 mil pessoas. A GiveDirectly está tentando arrecadar mais US$ 100 milhões para um esforço de assistência à África, à medida que o coronavírus se espalha por lá.

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