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Câncer de Pulmão Está Associado Ao Tabagismo, À Poluição e À Genética

Exposição à fumaça, histórico familiar e avanços no diagnóstico ajudam a explicar os riscos e as novas abordagens terapêuticas

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O diagnóstico recente do papa Leão XIV chamou a atenção para os sinais, sintomas e fatores de risco do câncer de pulmão. Embora o tabagismo seja o principal fator de risco para a doença (e para outros tumores, vale dizer), outros elementos, como a exposição à fumaça do cigarro, a poluição do ar e o histórico familiar, também merecem atenção. Além disso, os avanços no conhecimento das características dos tumores têm permitido tratamentos cada vez mais direcionados a cada paciente.

O tabaco, considerando tanto o consumo ativo quanto a exposição passiva à fumaça, está associado a pelo menos 80% dos casos. O tabagismo passivo, que ocorre quando uma pessoa inala a fumaça em ambientes onde outras pessoas fumam, como residências e locais de trabalho, tampouco deve ser ignorado.

O que pouca gente sabe, ainda, é que além do cigarro, a poluição do ar vem sendo considerada um fator de risco relevante. Diversos estudos já apontam uma associação entre a exposição a poluentes atmosféricos e o aumento do risco de desenvolver a doença, inclusive entre pessoas que nunca fumaram. Pesquisas realizadas em países europeus também investigaram essa relação e identificaram diferenças na ocorrência de câncer de pulmão de acordo com os níveis de poluição em determinadas regiões.

A predisposição genética é outro aspecto importante. Ter pai ou mãe com histórico de câncer de pulmão pode estar associado a um risco maior de desenvolver a doença. A exposição a determinadas substâncias tóxicas também pode contribuir para o surgimento do tumor, embora a relevância varie conforme o agente e o nível de exposição.

Tratamento depende do estágio e das características do tumor

A escolha do tratamento para o câncer de pulmão depende de vários fatores, como o estágio da doença, o tipo de tumor, seu perfil molecular, a idade do paciente e a presença de outras doenças. Os avanços científicos permitiram compreender melhor as diferenças entre os tumores e identificar subtipos que apresentam comportamentos distintos e podem responder de maneiras diferentes às terapias.

Antigamente, a gente falava em câncer de pulmão de forma mais genérica. Mas entendemos que ele é um mosaico de doenças com comportamentos completamente diferentes. Hoje, conseguimos dar “nome e sobrenome” aos tumores, e isso permite direcionar o tratamento para cada tipo de situação.

A definição do estágio é fundamental para orientar a estratégia terapêutica. A partir da avaliação conjunta sofre a fase ao diagnóstico, das características do tumor e das condições gerais do paciente, a equipe médica define a abordagem mais adequada. O objetivo é oferecer o tratamento mais eficaz para cada situação, buscando a cura sempre que possível.

Os avanços no tratamento do câncer de pulmão também têm contribuído para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes. Nos últimos anos, houve uma evolução relevante nas técnicas cirúrgicas, na radioterapia e, especialmente, nos medicamentos, com terapias mais específicas e direcionadas às características de cada tumor.

*Dr. Fernando Maluf é médico oncologista, cofundador do Instituto Vencer o Câncer e professor livre-docente da Faculdade de Medicina da Santa Casa de de São Paulo.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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