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Cafés Brasileiros Escapam de Tarifas dos EUA. Veja os Destaques do AgroRound

Setor do café brasileiro se livrou de uma taxação que poderia alcançar até 37,5%. Confira demais novidades do agro desta semana

16 min

Os cafés brasileiros permanecerão isentos das tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, decisão divulgada pelo United States Trade Representative (USTR) em 23 de julho. Com isso, o produto ficou fora das cobranças previstas nas investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana, que poderiam alcançar até 37,5%. A medida preserva o acesso ao principal mercado consumidor mundial sem custos adicionais para o setor.

Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o resultado nasceu de uma articulação conjunta entre entidades brasileiras e a National Coffee Association (NCA). Ao longo de mais de um ano, ocorreram mais de 100 reuniões com autoridades americanas para apresentar dados técnicos sobre a importância econômica do café brasileiro e os avanços nas relações de trabalho da cafeicultura nacional.

A decisão resguarda embarques anuais próximos de 6 milhões de sacas destinadas aos Estados Unidos, mercado que movimenta entre US$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões por ano para o Brasil. O Cecafé também apresentou informações sobre fiscalizações trabalhistas e iniciativas desenvolvidas em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, incluindo o Pacto pelo Trabalho Decente na Cafeicultura e o Programa Trabalho Sustentável, reforçando os compromissos do segmento com a conformidade social.

Produtores percebem imagem negativa do agro, aponta pesquisa da ABMRA

RafaPress/Getty ImagesProdutor rural em área de plantio de soja

Pesquisa da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) mostra que 65% dos produtores rurais acreditam que são vistos de forma negativa pela população urbana. O levantamento da 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural aponta um contraste com a percepção geral da sociedade, já que estudos sobre a imagem do agronegócio indicam avaliação positiva por parte da maioria dos brasileiros.

Realizada com 3.100 produtores em 16 estados, a pesquisa reúne dados sobre comportamento e percepções do campo. O levantamento indica que apenas 5% dos entrevistados avaliam que a população urbana tem uma visão positiva dos produtores, enquanto 30% consideram a percepção neutra. A diferença entre as avaliações reforça o desafio de aproximar campo e cidade.

O diagnóstico integra as bases do Projeto Marca Agro do Brasil, iniciativa da ABMRA voltada à comunicação do setor. A proposta terá ações em diferentes plataformas, incluindo filmes publicitários, conteúdos educativos e atividades para ampliar o diálogo com a sociedade.

Bioinsumos alcançam 31 milhões de hectares tratados no primeiro quadrimestre de 2026

O mercado de bioinsumos registrou avanço no primeiro quadrimestre de 2026, com 31 milhões de hectares tratados no período, crescimento de 15% na comparação com os primeiros quatro meses de 2025. Em valor, o setor movimentou R$ 1,3 bilhão, alta aproximada de 5% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Os dados fazem parte da atualização do CropData, levantamento da CropLife Brasil que acompanha segmentos estratégicos do agronegócio. O balanço também apresenta o aumento no número de produtos biológicos ativos registrados no primeiro semestre de 2026: foram 53 soluções disponíveis, quase três vezes mais que o volume contabilizado em março.

A evolução do mercado acompanha a adoção de práticas de manejo integrado nas lavouras e o avanço das tecnologias biológicas no campo. A plataforma reúne informações estruturadas sobre sementes, bioinsumos, químicos e polinizadores, com dados sobre o desenvolvimento desses setores.

Rally da Safra estima produção de 4,2 milhões de toneladas de algodão

Divulgação/Rally da SafraBom desempenho produtivo deve compensar a redução de área de algodão, aponta Agroconsult

O Rally da Safra inicia nesta segunda-feira, 27 de julho, a Etapa Algodão com visitas técnicas ao Mato Grosso e à Bahia durante a colheita da safra 2025/26. A projeção inicial da Agroconsult indica produção de 4,2 milhões de toneladas de pluma, volume 1,5% menor que o ciclo anterior. A retração acompanha a redução de 4,1% da área cultivada, estimada em 2,12 milhões de hectares, enquanto a produtividade média deve alcançar 318 arrobas de algodão em caroço por hectare.

As equipes vão percorrer as principais regiões produtoras dos dois estados para avaliar lavouras, identificar doenças, pragas e plantas daninhas, além de confrontar as informações coletadas em campo com imagens de satélite. Os dados permitirão atualizar as estimativas de produção antes da divulgação dos resultados finais, prevista para o Congresso Brasileiro do Algodão, em setembro.

No cenário internacional, a safra brasileira chegará ao mercado em um período de oferta mais restrita. A previsão indica déficit global de aproximadamente 600 mil toneladas na temporada 2026/27, impulsionado por recuos produtivos em importantes países exportadores. Esse quadro tende a sustentar as cotações da fibra ao longo do ciclo comercial.

Seara amplia atuação com entrada no mercado de marmitas de R$ 12 bilhões no País

A Seara entrou no segmento de marmitas com uma linha de pratos prontos voltada ao mercado estimado em R$ 12 bilhões no Brasil. A iniciativa combina escala industrial e conceito clean label, com receitas inspiradas na comida preparada em casa e ingredientes reconhecíveis para atender consumidores que buscam praticidade no dia a dia.

O movimento acompanha mudanças nos hábitos alimentares, com mais pessoas levando refeições para o trabalho ou consumindo alimentos preparados em casa. Na cidade de São Paulo, cerca de 18 milhões de marmitas são consumidas por mês, segundo levantamento de uma empresa de delivery. A companhia aposta em uma categoria ainda fragmentada, com espaço para marcas nacionais.

A nova linha inclui opções como feijoada, frango desfiado, carne moída com legumes e linguiça calabresa acebolada. A Seara também relaciona o lançamento ao aumento da procura por alimentos com maior teor proteico e composição simplificada, acompanhando novas demandas dos consumidores.

Carne Hereford amplia certificações e projeta novo avanço em 2026

Gustavo Rafael/ABHBCorte assado de carne certificada de bovino hereford

O Programa Carne Hereford certificou 15.086 animais no primeiro semestre de 2026, alta de 10% frente aos 13.640 registrados no mesmo intervalo de 2025. Os números consideram apenas os bovinos aprovados em todas as etapas do protocolo da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), indicador utilizado para acompanhar a evolução da iniciativa.

Segundo o gerente executivo da ABHB, Felipe Azambuja, o primeiro semestre costuma concentrar menor volume de certificações. Por isso, o crescimento registrado neste período aponta perspectiva favorável para o restante do ano. A entidade estima encerrar 2026 com novo avanço.

Azambuja atribui o desempenho ao fortalecimento da certificação, à aproximação com consumidores e indústrias e ao trabalho de consultoria iniciado neste ano. O movimento também acompanha a ampliação dos registros genealógicos, o ingresso de novos associados e a presença mais intensa da ABHB junto aos diferentes segmentos da cadeia da carne.

FIDC ganha espaço como alternativa de crédito para o agronegócio brasileiro

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) ampliaram sua participação no financiamento do agronegócio brasileiro, impulsionados pela demanda por estruturas de crédito mais flexíveis. Entre janeiro e maio de 2026, os FIDCs captaram R$ 41,7 bilhões no mercado de capitais, crescimento de 36,5% frente ao mesmo período anterior. O movimento ocorre em um cenário de maior seletividade bancária e busca por novas fontes de recursos.

No campo, empresas agropecuárias passaram a utilizar FIDCs próprios para transformar recebíveis em liquidez e ampliar o controle financeiro das operações. A Audax Capital, por exemplo, registrou crescimento de 115% em 2025 e alcançou R$ 650 milhões em recursos administrados. A estratégia permite estruturar financiamentos alinhados ao ritmo das cadeias produtivas, especialmente em regiões como o Centro-Oeste.

Além dos FIDCs, os Fiagros também avançaram no mercado. Segundo a CVM, o patrimônio líquido da indústria chegou a R$ 47,7 bilhões em março de 2025, após expansão de 204% em dois anos. O avanço dos instrumentos privados indica uma mudança na forma de acesso ao capital, com maior participação do mercado financeiro no desenvolvimento do agronegócio.

SindiTabaco alerta MDIC sobre risco de perda de US$ 100 milhões nas exportações de tabaco

DivulgaçãoFolhas de fumo dessecadas

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) solicitaram ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a inclusão do tabaco na lista de exceções à tarifa adicional aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O pedido foi apresentado após reunião com representantes do governo federal, realizada em 22 de julho.

As entidades apontam que a sobretaxa pode reduzir a competitividade do tabaco brasileiro no mercado norte-americano, que ocupava posição entre os principais destinos das exportações do setor. Em 2025, os embarques para os Estados Unidos alcançaram US$ 195,3 milhões, queda de 23,4% na comparação anual. No primeiro semestre de 2026, as vendas somaram US$ 88,8 milhões, recuo de 31% frente ao mesmo período anterior.

Segundo o setor, a permanência do tabaco fora da lista de exceções pode favorecer fornecedores de países como Zimbábue e Malaui, com possível perda de até US$ 100 milhões em exportações brasileiras. O impacto também pode atingir produtores rurais, especialmente os ligados ao tabaco Burley, além de municípios que dependem da cadeia produtiva para geração de renda e arrecadação. As entidades pedem a inclusão de todo o Capítulo 24 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) na relação de produtos protegidos da tarifa.

Programa Cana IAC abre apuração da 4ª edição do prêmio de produtividade

O Programa Cana IAC iniciou o levantamento que definirá os vencedores da 4ª edição do Prêmio Produtividade com Modernidade. A cerimônia ocorrerá em 9 de setembro, no Centro de Cana, em Ribeirão Preto (SP), reunindo produtores que adotam variedades mais recentes e práticas sustentadas por critérios técnicos. A avaliação contempla unidades produtoras de diferentes regiões canavieiras, agrupadas conforme solo, clima e regime hídrico, permitindo comparações em condições equivalentes.

A classificação utiliza o Índice de Produtividade com Modernidade (IPM), calculado a partir da média das toneladas de ATR por hectare nos cinco primeiros cortes e do Índice de Liberação Varietal, indicador que considera a idade média das cultivares empregadas. A participação ocorre por convite e todos os dados enviados permanecem sob sigilo durante a apuração.

O programa também destaca a influência do chamado Manejo do Terceiro Eixo, técnica que reorganiza a colheita conforme a idade da lavoura. O sistema amplia o período de desenvolvimento das plantas, favorece o aprofundamento das raízes e aumenta a tolerância à estiagem. Segundo o IAC, a estratégia pode acrescentar até 10 toneladas de cana por hectare, contribuindo para elevar o desempenho das áreas participantes do prêmio.

Produtores recuperam margem no leite, mas Gadolando pede cadeia mais equilibrada

Isabele Kleim/GadolandoOrdenha mecanizada de vacas holandesas

Após um longo período de rentabilidade apertada, os produtores de leite do Rio Grande do Sul voltaram a operar com margem positiva. O preço pago ao campo supera o custo de produção, cenário que alivia as contas das propriedades. Conforme o Conseleite/RS, o valor de referência projetado para junho alcançou R$ 2,4281 por litro. Na prática, muitos produtores recebem entre R$ 2,50 e R$ 2,70, enquanto o custo gira entre R$ 2,20 e R$ 2,30 por litro.

Apesar do avanço, a Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) considera que a remuneração ainda não assegura estabilidade para a atividade. Segundo o presidente da entidade, Marcos Tang, um preço próximo de R$ 2,80 por litro seria mais compatível com a realidade das propriedades e criaria condições para novos investimentos, além de fortalecer a permanência dos produtores na cadeia leiteira.

A entidade também defende um debate mais amplo sobre a formação dos preços. Tang avalia que o Conseleite fortaleceu o diálogo entre produtores e indústrias, porém considera essencial incluir o varejo nas discussões. Na visão da Gadolando, a participação dos três elos contribuiria para distribuir melhor os impactos das oscilações do mercado, favorecendo maior estabilidade para toda a cadeia produtiva.

Batata-doce ganha espaço na produção de biocombustíveis em São Paulo

O Governo de São Paulo, por meio do Instituto Agronômico (IAC-Apta), firmou uma parceria com a Agropecuária Vista Alegre para desenvolver cultivares industriais de batata-doce destinadas à produção de etanol e biometano. O acordo, anunciado durante a Batatec 2026, em Presidente Prudente, reúne pesquisas em melhoramento genético com as necessidades da agroindústria para ampliar a produtividade e o rendimento da cultura na fabricação de biocombustíveis.

Os estudos incluem materiais com maior teor de amido e matéria seca, além do aproveitamento da biomassa e dos resíduos agrícolas na geração de biogás e biometano. Entre as cultivares avaliadas estão a IAC Santa Elisa e os clones IAC 737 e IAC 708. A iniciativa também amplia as alternativas de comercialização para raízes fora do padrão do mercado in natura, criando uma nova fonte de renda aos produtores e fortalecendo a cadeia da batata-doce no principal polo produtor paulista.

Queijo D’Alagoa-MG coleciona 13 medalhas em prêmio nacional

Divulgação/Queijo D’Alagoa-MGOsvaldinho, fundador da Queijo D’Alagoa-MG

A Queijo D’Alagoa-MG conquistou 13 medalhas e o Troféu Seleção do Queijista na nona edição do Prêmio Queijo Brasil, realizada em Blumenau (SC). A empresa de Alagoa, na Serra da Mantiqueira, recebeu cinco medalhas de ouro, oito de prata e ainda garantiu uma das distinções mais valorizadas do concurso com o Queijo Barista D’Alagoa-MG, maturado com café especial. Entre os produtos premiados também aparecem variedades tradicionais, defumadas, maturadas e sem lactose.

Fundada em 2009, a marca foi pioneira na venda de queijos artesanais pela internet no país e já acumula mais de 100 premiações nacionais e internacionais. Segundo o fundador Osvaldo Martins de Barros Filho, o resultado reconhece o trabalho das famílias produtoras e fortalece a tradição queijeira de Alagoa. As novas conquistas ampliam a presença da empresa no segmento de queijos artesanais e ajudam a projetar a Serra da Mantiqueira como referência na produção brasileira.

Plataforma mapeia mais de 3,2 mil negócios da sociobioeconomia amazônica

A Conexsus lançou a Plataforma Desafio Pan-Amazônia, ferramenta que reúne dados de 3.203 negócios comunitários ligados à sociobioeconomia em seis países da região. O ambiente digital também concentra informações sobre 211 regulações, 96 atores financeiros, 15 cadeias produtivas estratégicas e 375 organizações, oferecendo uma base pública para orientar investimentos, pesquisas e políticas públicas.

O levantamento contempla Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname. A plataforma disponibiliza mapas interativos, painéis de dados e informações sobre localização, estrutura, mercados, produtos e redes de apoio dos empreendimentos comunitários. O conteúdo resulta de entrevistas, visitas de campo, questionários e análises conduzidas por organizações parceiras do projeto AmazonBeEco.

Segundo a Conexsus, a iniciativa contribui para ampliar o conhecimento sobre negócios que conciliam geração de renda, conservação da biodiversidade e fortalecimento de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares. O projeto AmazonBeEco pretende fortalecer 100 empreendimentos, criar oportunidades para mais de 8 mil famílias e apoiar o manejo sustentável de 400 mil hectares na Pan-Amazônia.

Com estreia no agro, Prêmios Duda Ermírio de Moraes 2026 destinam R$ 650 mil a projetos inovadores

Os Prêmios Duda Ermírio de Moraes chegam à oitava edição em 2026 com iniciativas voltadas à saúde, empreendedorismo e agronegócio. A ação reúne A.C.Camargo Cancer Center, Insper e Esalq/USP em três frentes de reconhecimento para projetos com potencial de impacto social e econômico.

Ao todo, serão distribuídos R$ 650 mil aos vencedores. A frente Empreendedorismo que Transforma, do Insper, premiará startups com soluções inovadoras, enquanto o A.C.Camargo reconhecerá propostas voltadas à oncologia. Já a Esalq/USP estreia a categoria dedicada ao agro, com projetos baseados em ciência e tecnologia.

Criada em 2019, a iniciativa já recebeu mais de 485 inscrições e premiou 20 projetos. O prêmio mantém o legado de José Eduardo Ermírio de Moraes ao incentivar empreendedores e pesquisadores na criação de soluções para desafios do país.

Mulheres Paumari preservam o teçume e ampliam renda no Amazonas

Talita Oliveira/OPANDeisinha Paumari é uma das mestras na produção da cestaria Paumari

Mulheres do povo Paumari, no rio Tapauá (AM), estão fortalecendo a tradição do teçume por meio de encontros que reúnem jovens e anciãs de sete aldeias. A iniciativa incentiva a transmissão dos conhecimentos ligados à cestaria tradicional, mantendo vivos os grafismos, as técnicas de trançado e os ensinamentos repassados entre gerações. Para as participantes, cada peça produzida também carrega a história e a identidade do povo.

Além da preservação cultural, os encontros abriram espaço para discutir a comercialização das peças. As artesãs passaram a calcular custos, tempo de produção e critérios de precificação, criando referências que podem ampliar as oportunidades de renda para as famílias indígenas.

A ação integra o projeto Raízes do Purus, desenvolvido pela Operação Amazônia Nativa (OPAN) em parceria com a Petrobras. A proposta incentiva o fortalecimento das organizações indígenas, a valorização dos conhecimentos tradicionais e a criação de alternativas econômicas que contribuem para a autonomia das mulheres Paumari.

Alta dos juros impulsiona avanço dos consórcios no agronegócio

O aumento das taxas de juros do crédito tradicional tem ampliado o interesse de pequenos e médios produtores rurais pelos consórcios como alternativa para a compra de máquinas e equipamentos agrícolas. A modalidade permite planejar investimentos em tratores, colheitadeiras e implementos com menor pressão sobre o caixa da propriedade.

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostram que o segmento de máquinas agrícolas reúne 463,3 mil participantes ativos, crescimento de 2,9% na comparação anual. Entre janeiro e abril, foram disponibilizados R$ 4,36 bilhões em créditos, alta de 15% frente ao mesmo período de 2025.

Segundo a Multimarcas Consórcios, o cenário mostra uma mudança no comportamento do produtor, que passou a considerar o consórcio parte do planejamento financeiro. A empresa avalia que a mecanização continua como uma estratégia para ampliar produtividade, reduzir custos operacionais e preservar recursos para a atividade rural.

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