Nos últimos anos, representantes da cena gastronômica internacional têm apostado que a cozinha filipina será a próxima grande tendência. Diante deste cenário, é importante questionar por que a culinária do país continua a ser tão subestimada e por que tão poucas pessoas já experimentaram seus pratos singulares?
VEJA TAMBÉM: 8 hotéis que todo amante da gastronomia deveria conhecer
A chef Myrna Segismundo, organizadora do tour “Philippines’ Kulinarya” (“culinária filipina”, em tradução livre) na Europa, diz que essa relutância é resultado de falta de compreensão. A cozinha, afinal, tem camadas complexas de sabor e técnicas que permanecem sendo internacionais, assim como ingredientes com os quais as pessoas ainda não estão familiarizadas. “Se você desconstruir um prato e explicar aos consumidores o papel de cada ingrediente, eles sentirão as camadas de sabor. O vinagre é um exemplo”, explica. “O vinagre filipino tem uma doçura no amargor. Quando explicado adequadamente, as pessoas são capazes de sentir as duas notas, o ácido e o doce, e as camadas deixam de chocar.”
A cozinha filipina é uma cozinha jovem. E ainda que parte dela tenha sido influenciada por seu passado colonial e outras cozinhas asiáticas, Myrna diz que é hora de os filipinos serem donos de seus próprios pratos e mostrarem ao mundo que eles estão vivos.
Junto com seu time, a chef foi enviada à Europa em um tour gastronômico patrocinado pelo governo com o objetivo de replicar a popularidade que a cozinha filipina tem nos Estados Unidos, particularmente em Nova York. Depois de mais de um mês rodando pela Alemanha, Holanda, Bélgica e Reino Unido, a especialista garante que suas expectativas em relação à disseminação da gastronomia do país aumentaram muito.
LEIA: Brasil ainda não chegou ao ápice da sua gastronomia, afirma Rodrigo Oliveira
Veja, na galeria de fotos, os pratos filipinos e algumas técnicas que você precisa experimentar: