De olho em uma das cenas gastronômicas mais ricas do mundo, o Time Out Group escolheu São Paulo para receber o primeiro Time Out Market da América do Sul. Prevista para o primeiro trimestre de 2027, a operação brasileira marca a chegada de um modelo que nasceu em Lisboa, em 2014, e se transformou em uma referência internacional ao reunir, sob o mesmo teto, alguns dos melhores chefs, restaurantes e experiências culturais de cada cidade.
A capital paulista se juntará a uma lista que inclui Lisboa, Nova York, Barcelona, Dubai, Vancouver e Cidade do Cabo. Hoje, a marca opera em 13 cidades e tem outras cinco unidades em desenvolvimento.
Por trás da operação está Benjamin Ramalho, executivo com trajetória em hospitalidade e entretenimento, que passou por projetos como Hotel Unique, Casa Cor e Cidade Matarazzo. Com vontade de empreender, foi ele quem procurou a Time Out e conduziu, ao longo de quase um ano e meio de negociações, a chegada da marca ao país.
“Durante as minhas viagens eu via esse crescimento dos mercados gastronômicos pelo mundo. Toda cidade que eu visitava, eu queria conhecer o mercado, porque acho que é uma forma muito interessante de entender a cultura local. E sempre me perguntava: por que ainda não temos isso na América do Sul?”, disse em entrevista à Forbes o fundador do Time Out Market Brasil.

Com um investimento na ordem das dezenas de milhões de reais, o endereço ainda é mantido em sigilo, mas ficará em uma região central de São Paulo. “Escolhemos uma região estratégica. Como vai funcionar de segunda à segunda, precisamos ter o movimento corporativo durante a semana e o cultural e turístico aos sábados e domingos”, explica o empresário.
A unidade paulista será a flagship brasileira e faz parte de um acordo de master franquia que prevê futuras expansões para outras cidades. O objetivo, segundo Ramalho, é “implantar a marca no Brasil com potencial de abrir outras operações”.
Querendo fugir do conceito de uma praça de alimentação, o Time Out Market se define como uma plataforma de curadoria gastronômica. A proposta é reunir, sob o mesmo teto, chefs estrelados, novos talentos e representantes da culinária popular paulistana. “O objetivo é trazer o melhor da cidade. Você precisa ter grandes chefs, novidades e também a comida de rua, que é parte da cultura local”, diz.

Entre os itens que Benjamin considera indispensáveis para representar São Paulo estão clássicos afetivos e categorias que fazem parte do DNA gastronômico da cidade. “Não dá para falar em São Paulo sem uma coxinha, um bauru, um pastel. E também sem pizza e culinária japonesa, por exemplo”.
A seleção dos restaurantes será feita por um comitê formado pela equipe da Time Out e convidados do setor gastronômico. Além de operações permanentes, o espaço terá cozinhas rotativas e chefs convidados para manter a programação em constante renovação.
“São Paulo tem uma das cenas gastronômicas mais fortes do mundo. O Time Out vem para ajudar a mostrar essa riqueza e criar uma plataforma para novos talentos e novas tendências”, afirma Ramalho.