Embora não seja um coquetel novo — sua criação data de mais de um século —, o martini vive um momento de destaque. Para quem deseja experimentar a bebida alcoólica em uma versão mais elaborada, há diversas opções disponíveis, algumas com alto grau de sofisticação.
Uma dessas experiências está no Cote Miami, primeira e única churrascaria coreana dos Estados Unidos com estrela Michelin. O restaurante se uniu à Chopin Vodka, marca polonesa superpremium, para lançar uma versão exclusiva do drinque.
Batizado de Vintage Vault Martini, o coquetel é feito com a Chopin Vintage Vault, nova edição da marca em celebração aos seus 30 anos. A vodka de batata foi produzida no primeiro lote da empresa, lançado há três décadas. Essa edição especial está disponível apenas por convite e custa US$ 3 mil (R$ 18 mil) a garrafa — o Cote Miami, ao que tudo indica, recebeu o convite para adquirí-la.
Segundo Sondre Kasin, diretor de bares do Cote, a parceria com a Chopin surgiu de forma natural: “A marca sempre foi nossa vodka preferida para martinis. Quando conhecemos mais sobre a sua história e a dedicação por trás dela, aprofundar essa relação foi um passo lógico”.

Quem já esteve em uma das unidades do Cote — ou em restaurantes do mesmo grupo, como o Undercote e o Coqodaq — sabe que Kasin dedica tanta atenção ao cardápio de bebidas quanto Simon Kim, CEO e fundador da Gracious Hospitality Management, dedica aos restaurantes da empresa em Miami, Nova York e Singapura (com novos endereços a caminho).
“Depois da visita à destilaria em 2024, Simon e eu passamos a admirar ainda mais o cuidado e a precisão envolvidos na produção de cada garrafa”, conta o diretor de bares. “Foi ainda mais empolgante trazer essa história para o público e apresentar uma reserva tão especial por meio dessa colaboração.”
O martini foi criado para quem realmente aprecia a bebida. Não leva vermute, apenas um toque de bitter de laranja para realçar os aromas. É servido com caviar, o que acrescenta um diferencial à experiência. “Escolhemos o caviar da Petrossian para acompanhar o martini”, explica Kasin. “É intenso e saboroso, mas sutil o suficiente para não ofuscar a elegância da vodca.”
O Vintage Vault Martini chega em um momento em que versões de luxo do coquetel ganham espaço nos Estados Unidos. Vários bares vêm apostando em ingredientes sofisticados e apresentações chamativas para reinventar o clássico. Em Nova York, por exemplo, o The Gold Room oferece uma versão por US$ 250 (R$ 1,5 mil), feita com o gim Nolet’s Reserve, que custa US$ 700 (R$ 4,2 mil) a garrafa. Já em São Francisco, o Empress by Boon inclui no cardápio martinis com infusão de açafrão por US$ 150 (R$ 900).
Ainda não há data definida para o fim da oferta do Vintage Vault Martini. “Por enquanto, ele continua no cardápio”, diz Kasin. “No futuro, podemos pensar em algo novo e diferente com outro produto da Chopin.”