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No Inverno 2026 da Louis Vuitton, a Natureza É a Designer

Nicolas Ghesquière, diretor criativo, sugere que a natureza molde o vestuário do século XXI

3 min

E se o vento, que esculpe as rochas, desse forma a casacos? E se essa forma fosse reinterpretada pela tecnologia digital, com seus vetores precisos e ângulos retos? A mais alta tecnologia se funde ao mundo orgânico no inverno 2026 da Louis Vuitton, desfilado na terça-feira (10/3). As brasileiras Larissa Moraes e Gabriela Nied estavam no casting.

O diretor criativo Nicolas Ghesquière embala a coleção relembrando um episódio importante: a longa caminhada realizada por Louis Vuitton ao sair de sua pequena cidade, atravessando as montanhas do Jura – o cenário em 3D, assinado pelo designer Jeremy Hindle, fazia menção a esse maçiço nos Alpes franceses.

DivulgaçãoCenário da Louis Vuitton Inverno 2026 na Paris Fashion Week

Confira mais destaques do desfile da Louis Vuitton

O mundo animal

DivulgaçãoCasacos com volume são destaque

Lãs lisas ou pelos malhados, curtos ou supervolumosos, estão em casacos e golas, e fazem menção aos animais das montanhas, como os carneiros. Um detalhe divertido: pequenos sinos nas bolsas, como o que era colocado em animais domésticos, para que se notasse que estavam chegando perto.

Um pouco de nomadismo

DivulgaçãoColeção tem relação direta com o mundo da natureza

O mundo natural que impacta o desenho das roupas resulta em uma estética nômade – uma das modelos carrega a bolsa, que parece uma trouxinha, presa num galho de árvore. Para realizar essa travessia, há uma boa oferta de mochilas grandes, assim como maletas pequenas. Os xadrezes fogem da fórmula casaco/camisa de flanela para adquirir abordagem bem feminina em cropped + míni.

Perfeitamente imperfeito

DivulgaçãoPeças simulam casulos

A natureza é perfeita em sua imperfeição: o que se chama de “linhas orgânicas” define bem isso. Há vestidos feitos com partes de tecidos diferentes, alguma assimetria, proporções tipo casulo, texturas misturadas. Tudo junto cria uma harmonia única que é a cara de Ghesquière e fala diretamente ao tema da natureza.

Proteção

As roupas têm textura, caimento e combinação que seriam resultado de reações e interações com o clima. Daí que os casacos parecem casulos; os pelos e lãs têm cores naturais, terrosas, e evocam proteção. Na cabeça vão chapéus de diferentes tipos – do gorro ao do “gnomo”, passando pela cestaria, que faz as vezes de um verdadeiro guarda-sol! Além dos casacos bem quentes, os tecidos resistentes entram em cena, como canvas e denim.

DivulgaçãoChapéus cestaria também chamaram a atenção

Construindo o futuro

A coleção de Ghesquière parece mostrar que vamos precisar de atitude, proteção e liberdade para atravessar esse momento único na história. E que as roupas devem nos acompanhar em harmonia com a natureza. Por isso há flores moldadas em couro, impressão tridimensional, resinas, botões que parecem minerais, saltos que lembram chifres. Um desfile que reúne duas virtudes: inspirar e fazer refletir!

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