O Balcon d’Honneur do Grand Palais, em Paris, está transbordando de bolsas Capucines. Reunidas pela Louis Vuitton, as peças coloridas e esculturais querem mostrar como um mesmo modelo pode assumir formas distintas nas mãos certas.
Essa é a proposta do Artycapucines, projeto lançado em 2019 que aproxima a maison do universo da arte contemporânea. Em colaboração com os artesãos da marca, artistas de diferentes partes do mundo são convidados a reinterpretar a bolsa em sua própria linguagem, explorando técnicas que vão da pintura à assemblagem.
Ao todo, obras de 14 artistas foram reunidas na exposição coletiva, em celebração aos sete anos da iniciativa. A proposta é construir um diálogo contínuo entre diferentes expressões e o savoir-faire da casa em artigos de couro.
Entre os homenageados nesta edição estão Takashi Murakami, com uma interpretação camuflada para a Artycapucines 2025; Frank Gehry, que aposta nas luminárias em forma de peixe; e Alex Israel, que encontrou no mar a inspiração para suas barbatanas.

A cenografia contemporânea do ambiente se inspira nas origens da Louis Vuitton, como especialista em baús de viagem – desta vez, para o transporte de obras de arte. O Grand Palais é decorado com caixotes abertos, pedestais e estruturas que remetem a baús, em referência ao deslocamento e proteção de objetos preciosos.
O espaço apresenta ainda a nova coleção Artycapucines dedicada à obra de Keith Haring. Ela é exibida ao lado de uma mala Louis Vuitton da década de 1930, na qual o artista acrescentou sua assinatura nos anos 1980. As novas bolsas, com superfícies cobertas por figuras em miniatura e correntes decorativas, dão início a um novo capítulo para o projeto, moldado pela singularidade.
A mostra fica aberta ao público no Grand Palais de 23 a 25 de outubro de 2026, como parte da Art Basel Paris.