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Chinesa Omoda Jaecoo Quer Estar no Top 10 com Carros Feitos no Brasil

Shawn Xu, CEO global da marca, confirmou, em visita a São Paulo, que a fábrica começa a operar já em meados do ano que vem

4 min

A montadora chinesa Omoda Jaecoo quer figurar entre as 10 maiores marcas do Brasil em 2026. Para isso, aposta em uma fábrica no país, prevista para meados do ano que vem, e em um portfólio que contempla carros híbridos e elétricos voltados para um público urbano. O plano vem sustentado por tração inicial: após lançar quatro carros, a marca somou quase 5 mil unidades vendidas desde a estreia local.

Nos três primeiros meses de operação — iniciada em abril —, foram mais de 1.000 carros. Com posicionamento voltado a uma elite urbana e reforço de comunicação com garotos-propaganda de peso, Bruna Marquezine (para a Omoda) e Caio Castro (para a Jaecoo), a estratégia combina desejo de marca com escala comercial.

No digital, a empresa firmou parceria com a Webmotors para reservas on-line; cerca de 10% dos pedidos são feitos pela plataforma. Em paralelo, constrói capilaridade: já conta com mais de 50 concessionárias em 17 estados e pós-venda em todas as lojas, com objetivo de chegar a 80 pontos até o fim do ano. Globalmente, em dois anos e meio, a Omoda Jaecoo está presente em 55 mercados e vendeu 650 mil veículos — com o Reino Unido despontando como o mercado que mais cresce.

No Brasil, o executivo Shawn Xu, CEO global, confirmou, em visita a São Paulo na semana passada, que a fábrica começa a operar já em meados do ano que vem, sem revelar os detalhes. A marca faz parte do grupo Chery mas opera de forma independente por aqui.

A ambição local se conecta ao roteiro global revelado na estreia simultânea de dois SUVs híbridos: “Globalmente, somos o primeiro país a estrear os modelos Omoda 5 e Omoda 7 de forma comercial. Portanto, este é um momento histórico que mostra a importância do Brasil”, diz Peng Hu, country manager da montadora no Brasil.

Os dois últimos lançamentos

Alinhada à estratégia de crescer, a marca lançou o Omoda 7 SHS. O híbrido plug-in tem motor 1.5 TGDI e um conjunto elétrico que resulta em 279 cavalos de potência total. Faz 0 a 100 km/h em 8,4 s e entrega autonomia combinada de 1.200 km, com até 60 km apenas em modo elétrico, segundo medição do Inmetro.

Por dentro, a grande atração é uma tela central flutuante de 15,6 polegadas que desliza do centro para o passageiro. O SUV tem sistema de áudio de 12 alto-falantes com calibração profissional e banco dianteiro do passageiro com função de massagem, aquecimento e ventilação. Chegou ao mercado brasileiro em duas versões: Luxury, a partir de R$ 254.990; e Prestige, a partir de R$ 279.990.

Já o Omoda 5 HEV é um híbrido que dispensa a necessidade de carregar na tomada. Combina motor a combustão 1.5 com um motor elétrico de 150 kW. Com isso, acelera de 0 a 100 km/h em 7,9 s e chega a 175 km/h, com autonomia que pode superar 1.000 km.

No interior, a cabine reflete a modernidade com espírito esportivo, que são os principais valores que a montadora quer mostrar. O painel apresenta uma dupla tela curva de 12,3 polegadas, que integra o quadro de instrumentos e a central multimídia, criando um layout contínuo, intuitivo e visualmente mais contemporâneo.

Chega ao mercado brasileiro em duas versões: Luxury, a partir de R$ 159.990; e Prestige, a partir de R$ 184.990.

Somando portfólio eletrificado (Omoda 5 HEV, Omoda 7 SHS, Jaecoo 7 e Omoda 5 elétrico), comunicação com celebridades, presença digital e rede em expansão, a Omoda Jaecoo mira 2026 desde já. A confirmação da fábrica por Shawn Xu e a leitura de Peng Hu sobre a relevância do Brasil reforçam a prioridade: escalar vendas, ampliar a produção local e encurtar o caminho até o Top 10.

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