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Warriors, Knicks e Lakers: os Times Mais Valiosos da NBA em 2026

Valor médio das franquias da NBA chegou a US$ 6,1 bilhões, alta de 14% em um ano, com Warriors, Knicks e Lakers acima de US$ 12 bilhões

12 min

Times da NBA raramente são colocados à venda — dois terços dos proprietários controladores da liga estão no comando há pelo menos uma década —, o que é um dos grandes motivos pelos quais foi tão surpreendente que agosto tenha registrado duas revendas rápidas.

Primeiro, Mark Walter concordou em vender o Los Angeles Lakers para Josh Kushner e Bob Iger apenas cerca de dez meses depois de a compra da franquia ter sido concluída. Depois, pouco mais de uma semana mais tarde, Marc Stad, sócio minoritário do Minnesota Timberwolves, chegou a um acordo para comprar a participação de Marc Lore, 14 meses depois de o bilionário do varejo ter assumido oficialmente o controle.

Os dois negócios ainda aguardam aprovação do conselho de governadores da NBA, mas, supondo que sejam concluídos sem problemas, como se espera, significarão retornos consideráveis para os vendedores.

Lore, que inicialmente concordou em comprar o Timberwolves e o Minnesota Lynx, da WNBA, em 2021 em uma transação dividida em várias etapas e com valor empresarial de US$ 1,5 bilhão, recebeu US$ 4,5 bilhões pelos dois clubes — um retorno anual de 25% mesmo quando medido a partir do acordo inicial.

Walter, que está sob investigação federal por empréstimos feitos entre seus outros negócios, igualou esse retorno ao elevar o preço dos Lakers de US$ 10 bilhões para US$ 12,5 bilhões em menos de um ano.

Essa é simplesmente a vida na NBA, onde as avaliações voam tão alto quanto uma enterrada em contra-ataque.

O Golden State Warriors reina como o time de basquete mais valioso pelo quinto ano consecutivo, com valor estimado em US$ 13,5 bilhões, alta de 23% em relação a 2025.

O New York Knicks aparece em segundo lugar, com US$ 12,6 bilhões, avanço de 29% em relação ao ano anterior, o que coloca os atuais campeões novamente à frente dos Lakers no ranking financeiro da Forbes depois de os dois times terem trocado de posição no ano passado.

Apenas dois times de qualquer outro esporte no mundo valem tanto quanto os três principais clubes da NBA: o Dallas Cowboys, da NFL, com US$ 17 bilhões, e o Los Angeles Rams, também da NFL, com US$ 13,5 bilhões.

O Los Angeles Clippers, por sua vez, agora está avaliado em US$ 7,8 bilhões — quarto lugar na NBA —, apesar de uma punição severa por violações do teto salarial que prejudicará a capacidade competitiva do clube nas próximas temporadas.

Ao todo, as 30 franquias da liga valem em média US$ 6,1 bilhões, alta de 14% em relação aos US$ 5,4 bilhões do ano passado e de 147% em relação aos US$ 2,5 bilhões de 2021.

Todos os times são avaliados em pelo menos US$ 4 bilhões, e o preço mínimo de entrada na liga disparou 167% no mesmo período de cinco anos, partindo de US$ 1,5 bilhão. Uma sequência de vendas recentes dá credibilidade a esses números.

Além dos Lakers e do Timberwolves, um mercado incomumente ativo viu outros cinco times mudarem de mãos nos últimos quatro anos, incluindo a compra do Portland Trail Blazers por Tom Dundon em um negócio de duas partes aprovado em abril, com avaliação combinada que teria ficado em torno de US$ 4,25 bilhões.

Também houve a habitual movimentação de transações minoritárias, como o acordo da empresa de private equity Blue Owl, em julho, por uma participação no Cleveland Cavaliers a uma avaliação de US$ 5,5 bilhões, segundo a Sportico. Os investidores estão sendo atraídos pelo forte crescimento dos negócios da NBA.

Segundo estimativas da Forbes, a receita total da liga se aproximou de US$ 14 bilhões durante a temporada regular de 2025-26, incluindo dinheiro gerado por eventos que não são da NBA realizados nas arenas dos times — um aumento de 12% em relação ao ano anterior, na primeira temporada do pacote nacional de transmissão de 11 anos e US$ 76 bilhões da liga.

A mídia local é uma área de maior preocupação. O colapso da operadora de redes esportivas regionais Main Street Sports Group deixou 16 times da NBA sem suas casas na televisão local nos últimos anos, obrigando-os a correr atrás de alternativas — e colocando em risco dezenas de milhões de dólares em receita anual.

Segundo estimativas da Forbes, os 16 clubes embolsaram em média US$ 13 milhões com direitos de mídia locais em 2025-26, abaixo dos US$ 40 milhões registrados em 2023-24.

A liga está levando a ameaça a sério, contratando Matt Volk, diretor de operações da NESN, para supervisionar a mídia local em um cargo executivo criado neste ano e, segundo relatos, planejando reunir os direitos de pelo menos 20 times em um hub de streaming para a temporada 2027-28.

Enquanto isso, outras linhas de negócios estão compensando as quedas, com a receita de patrocínio e publicidade dos times aumentando 14% em relação ao ano anterior em 2025-26, segundo estimativas da Forbes, e a presença total de público na temporada regular da liga ultrapassando 22 milhões — a quarta vez na história que a NBA alcança 97% da capacidade de suas arenas.

Os ganhos podem acelerar à medida que várias franquias reformam suas arenas e quatro times — Oklahoma City Thunder, Philadelphia 76ers, Dallas Mavericks e San Antonio Spurs — trabalham para construir sedes completamente novas.

Os 30 clubes atuais da NBA também podem estar a caminho de receber pagamentos únicos impressionantes na forma de taxas de expansão.

O comissário Adam Silver afirmou que a liga decidirá até o fim deste ano se e onde seguirá adiante com a adição de novos times e, enquanto estuda colocar novas franquias em Las Vegas e Seattle, relatos sugerem que a disputa por uma equipe na chamada Sin City pode chegar a US$ 9 bilhões ou até US$ 10 bilhões — sem incluir o custo de uma nova arena.

Ao mesmo tempo, a NBA busca vender franquias em sua Basketball Africa League e lançar uma nova liga europeia, o que pode significar taxas adicionais de expansão para proprietários de times sediados nos Estados Unidos, além de futuras oportunidades comerciais e uma conexão intercontinental mais forte para talentos esportivos.

A NBA já afirma que a maioria de seus fãs e do consumo de seu conteúdo vem de fora dos Estados Unidos, e há anos tenta ampliar sua presença em regiões que incluem o Leste Asiático e a América Latina.

Em novembro passado, por exemplo, anunciou novos acordos de transmissão nas Filipinas e no Oriente Médio e Norte da África.

Com esse impulso, a avaliação média da NBA, de US$ 6,1 bilhões, agora equivale a 13,1 vezes a receita média dos times na temporada anterior, acima do múltiplo de 8,6 vezes registrado quatro anos atrás.

Isso supera com facilidade os números mais recentes da Forbes para NHL, de 8,9 vezes; MLS, de 8,9 vezes; e MLB, de 7 vezes — assim como ligas em rápido crescimento, como WNBA, com 12,5 vezes, e NWSL, com 11,1 vezes — e fica apenas ligeiramente abaixo das 13,4 vezes da NFL.

Dentro da NBA, os múltiplos variam de 10,4 vezes para o Trail Blazers a 20 vezes para os Lakers, uma diferença maior do que nas outras grandes ligas masculinas da América do Norte, sugerindo que as oportunidades financeiras dos clubes mais famosos talvez não estejam chegando da mesma forma aos times menores da NBA.

Mas os Lakers têm companhia no topo com os Knicks, cujo múltiplo está em 19,7 vezes — e que têm um caminho mais claro para uma possível venda à medida que concluem neste mês uma separação do New York Rangers, da NHL, passando para a empresa de capital aberto MSG Knickerbockers Corp.

Valores dos Times da NBA em 2026

1. US$ 13,5 bilhões

Golden State Warriors

Variação em um ano: 23% | Receita: US$ 942 milhões | Lucro operacional: US$ 364 milhões | Proprietários: Joe Lacob, Peter Guber

2. US$ 12,6 bilhões

New York Knicks

Variação em um ano: 29% | Receita: US$ 640 milhões | Lucro operacional: US$ 140 milhões | Proprietário: Madison Square Garden Sports

3. US$ 12,5 bilhões

Los Angeles Lakers

Variação em um ano: 25% | Receita: US$ 626 milhões | Lucro operacional: US$ 248 milhões | Proprietários: Mark Walter, Todd Boehly, Jerry Buss Family Trusts

4. US$ 7,8 bilhões

Los Angeles Clippers

Variação em um ano: 4% | Receita: US$ 602 milhões | Lucro operacional: US$ 119 milhões | Proprietário: Steve Ballmer

5. US$ 7 bilhões

Boston Celtics

Variação em um ano: 4% | Receita: US$ 511 milhões | Lucro operacional: US$ 209 milhões | Proprietários: Bill Chisholm, família Grousbeck

6. US$ 6,7 bilhões

Chicago Bulls

Variação em um ano: 12% | Receita: US$ 482 milhões | Lucro operacional: US$ 177 milhões | Proprietário: Jerry Reinsdorf

7. US$ 6,6 bilhões

Houston Rockets

Variação em um ano: 12% | Receita: US$ 523 milhões | Lucro operacional: US$ 178 milhões | Proprietário: Tilman Fertitta

8. US$ 6,5 bilhões

Brooklyn Nets

Variação em um ano: 16% | Receita: US$ 467 milhões | Lucro operacional: US$ 119 milhões | Proprietários: Joseph Tsai, família Koch

9. US$ 6,4 bilhões

Philadelphia 76ers

Variação em um ano: 17% | Receita: US$ 529 milhões | Lucro operacional: US$ 224 milhões | Proprietários: Josh Harris, David Blitzer

10. US$ 6,1 bilhões

Miami Heat

Variação em um ano: 7% | Receita: US$ 414 milhões | Lucro operacional: US$ 97 milhões | Proprietário: Micky Arison

11. US$ 6 bilhões

Phoenix Suns

Variação em um ano: 11% | Receita: US$ 545 milhões | Lucro operacional: US$ 231 milhões | Proprietários: Mat Ishbia, Justin Ishbia

12. US$ 5,9 bilhões

Toronto Raptors

Variação em um ano: 9% | Receita: US$ 423 milhões | Lucro operacional: US$ 139 milhões | Proprietário: Rogers Communications

13. US$ 5,8 bilhões

Dallas Mavericks

Variação em um ano: 14% | Receita: US$ 407 milhões | Lucro operacional: US$ 44 milhões | Proprietários: família Adelson, Mark Cuban

14. US$ 5,75 bilhões

Atlanta Hawks

Variação em um ano: 15% | Receita: US$ 528 milhões | Lucro operacional: US$ 226 milhões | Proprietário: Tony Ressler

15. US$ 5,6 bilhões

San Antonio Spurs

Variação em um ano: 27% | Receita: US$ 474 milhões | Lucro operacional: US$ 171 milhões | Proprietários: Peter J. Holt, Sixth Street

16. US$ 5,5 bilhões

Cleveland Cavaliers

Variação em um ano: 15% | Receita: US$ 512 milhões | Lucro operacional: US$ 48 milhões | Proprietário: Dan Gilbert

17. US$ 5,2 bilhões

Washington Wizards

Variação em um ano: 11% | Receita: US$ 447 milhões | Lucro operacional: US$ 167 milhões | Proprietário: Ted Leonsis

18. US$ 5,15 bilhões

Denver Nuggets

Variação em um ano: 12% | Receita: US$ 408 milhões | Lucro operacional: US$ 124 milhões | Proprietário: E. Stanley Kroenke

19. US$ 4,9 bilhões

Oklahoma City Thunder

Variação em um ano: 13% | Receita: US$ 392 milhões | Lucro operacional: US$ 112 milhões | Proprietários: Clayton Bennett, George Kaiser, espólio de Aubrey McClendon

20. US$ 4,75 bilhões

Utah Jazz

Variação em um ano: 16% | Receita: US$ 394 milhões | Lucro operacional: US$ 141 milhões | Proprietários: Ryan e Ashley Smith

21. US$ 4,7 bilhões

Sacramento Kings

Variação em um ano: 6% | Receita: US$ 413 milhões | Lucro operacional: US$ 102 milhões | Proprietário: Vivek Ranadivé

22. US$ 4,6 bilhões

Milwaukee Bucks

Variação em um ano: 7% | Receita: US$ 385 milhões | Lucro operacional: US$ 55 milhões | Proprietários: Wes Edens, Jimmy e Dee Haslam

23. US$ 4,55 bilhões

Indiana Pacers

Variação em um ano: 8% | Receita: US$ 369 milhões | Lucro operacional: US$ 85 milhões | Proprietários: Herb Simon, Stephen Simon, Steven Rales

24. US$ 4,5 bilhões

Orlando Magic

Variação em um ano: 15% | Receita: US$ 365 milhões | Lucro operacional: US$ 86 milhões | Proprietário: família DeVos

25. US$ 4,4 bilhões

Charlotte Hornets

Variação em um ano: 16% | Receita: US$ 367 milhões | Lucro operacional: US$ 90 milhões | Proprietários: Rick Schnall, Gabe Plotkin, Chris Shumway

26. US$ 4,3 bilhões

Portland Trail Blazers

Variação em um ano: 1% | Receita: US$ 412 milhões | Lucro operacional: US$ 122 milhões | Proprietário: Tom Dundon

27. US$ 4,2 bilhões

Detroit Pistons

Variação em um ano: 15% | Receita: US$ 362 milhões | Lucro operacional: US$ 104 milhões | Proprietário: Tom Gores

28. US$ 4,18 bilhões

Minnesota Timberwolves

Variação em um ano: 16% | Receita: US$ 358 milhões | Lucro operacional: US$ 71 milhões | Proprietários: Marc Lore, Alex Rodriguez

29. US$ 4,1 bilhões

New Orleans Pelicans

Variação em um ano: 15% | Receita: US$ 348 milhões | Lucro operacional: US$ 87 milhões | Proprietária: Gayle Benson

30. US$ 4 bilhões

Memphis Grizzlies

Variação em um ano: 14% | Receita: US$ 332 milhões | Lucro operacional: US$ 59 milhões | Proprietário: Robert Pera

Metodologia

As avaliações da Forbes para os times da NBA são valores empresariais — patrimônio mais dívida líquida — baseados em transações históricas e na economia futura da liga e de cada equipe.

Receita e lucro operacional — ganhos antes de juros, impostos, depreciação e amortização — são estimados para a temporada regular de 2025-26 e consideram os efeitos do compartilhamento de receitas e do serviço da dívida das arenas.

A receita dos playoffs é excluída. Os valores das franquias refletem a economia da arena de cada time — incluindo a receita de eventos que não são da NBA que cabe ao proprietário da equipe —, mas não o valor do imóvel da arena em si.

As avaliações também excluem outros negócios relacionados aos times que possuem demonstrações financeiras separadas, como empreendimentos imobiliários complementares ou redes esportivas regionais pertencentes às próprias equipes.

Os valores dos times são arredondados para os US$ 10 milhões mais próximos, enquanto receita estimada e lucro operacional são arredondados para o US$ 1 milhão mais próximo.

Todos os valores estão em dólares americanos com base na taxa média de câmbio entre Estados Unidos e Canadá durante a temporada 2025-26, de 1 dólar canadense = US$ 0,72.

As fontes da Forbes para as avaliações da NBA incluem executivos dos times e banqueiros do setor esportivo; documentos públicos, como contratos de arrendamento de arenas, documentos de emissão de títulos e relatórios de classificação de crédito; além de executivos dos setores de patrocínio e transmissão.

*Reportagem originalmente publicada em Forbes.com

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