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O Reencontro do Hexa: por Que a Brahma Quer Que Você Volte a Ser Otimista

Com estratégia da Africa Creative, marca une Ronaldo e Ancelotti para provar que a mística brasileira floresce justamente quando ninguém mais acredita

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O hiato de 24 anos sem um título mundial moldou um novo perfil de comportamento no torcedor brasileiro: o ceticismo preventivo. É sobre essa ferida emocional que a Brahma, marca que acompanha a Seleção Brasileira há décadas, debruça sua nova estratégia de comunicação para 2026. Com a campanha “Tá Liberado Acreditar”, assinada pela Africa Creative, a cervejaria deixa de lado o ufanismo óbvio para abraçar uma verdade estatística: o brasileiro está desconfiado, mas sua conexão com o futebol é resiliente.

O diagnóstico que norteou a criação é fundamentado em dados. Segundo levantamento da consultoria Quaest, 54% dos brasileiros afirmam ter pouco ou nenhum interesse atual pela Seleção, e apenas 28% acreditam na conquista do hexacampeonato. No entanto, o monitoramento de consumo e engajamento revela um fenômeno cíclico: o desinteresse verbalizado desaparece assim que a bola rola. Para a agência, não se trata de apatia, mas de um mecanismo de defesa contra frustrações passadas.

“A campanha usa a nostalgia como ferramenta de reconstrução emocional”, afirmam Heloisa Pupim, co-COO, e Nicholas Bergantin, co-CCO da Africa Creative. Eles pontuam que o resgate histórico é tático, lembrando que os cinco títulos mundiais do Brasil ocorreram sob contextos de profunda incerteza — da troca de técnicos de última hora em 1970 à recuperação física de Ronaldo em 2002. “O brasileiro não acredita… até acreditar. Não é falta de interesse, é falta de esperança. Nossa missão é reacender esse orgulho.”

No filme publicitário, a presença do embaixador Carlo Ancelotti ao lado de Ronaldo Nazário simboliza a ponte entre a autoridade do presente e a glória do passado. A peça, ambientada no Rio de Janeiro, contrapõe percepções populares com a mística que envolve o futebol nacional. Enquanto a Ambev utiliza outras marcas de seu portfólio para diálogos globais e de entretenimento, a Brahma assume o papel de guardiã da cultura local, transformando o pessimismo em um elemento de união antes do torneio.

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