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Dólar vai a R$ 5,36 com 'crash' do petróleo

Expectativas de corte da Selic pressionam a moeda brasileira.

Redação
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Às 10:16, o dólar avançava 0,75%, a R$ 5,3581 na venda

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O dólar ampliava a alta hoje (22) pós-feriado, chegando a tocar R$ 5,36 em mais um dia aversão a risco nos mercados globais devido ao ‘crash’ dos preços do petróleo, que evidenciam o forte impacto do coronavírus na atividade econômica, enquanto expectativas de corte da Selic pressionavam a moeda brasileira.

Às 10:16, o dólar avançava 0,75%, a R$ 5,3581 na venda. Na máxima do dia, a cotação tocou a máxima histórica de R$ 5,36 na venda. Na B3, o dólar futuro subia 0,62%, a R$ 5,3545.

LEIA MAIS: Dólar fecha na segunda maior cotação da história

Hoje, os preços do petróleo Brent chegaram a desabar para menos de US$ 16 por barril, tocando o menor nível desde 1999, com o mercado inundado por excesso de oferta à medida que empresas param sua atividade e consumidores ficam em casa para tentar frear a disseminação da pandemia.

Na segunda-feira (20), o contrato de maio do petróleo dos Estados Unidos caiu para território negativo, com os investidores pagando para não terem que receber os barris da commodity.

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“Essa queda bastante violenta do preço do barril mostra, para mim,(…) que o nível de atividade global está muito pior do que o inicialmente pensado”, disse André Perfeito, economista-chefe da corretora Necton, em live no Youtube.

No exterior, o dólar apresentava desempenho misto ante moedas arriscadas, estável contra a lira turca e caindo ante peso mexicano e rand sul-africano.

No cenário doméstico, analistas destacavam as expectativas de corte de juros após o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, dizer na segunda-feira que o cenário analisado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em sua última reunião mudou.

“O que falamos é que entendemos que as condições que tínhamos no Copom mudaram muito de lá para cá, inclusive as expectativas de inflação”, disse Campos Neto. Na ocasião da última reunião do Copom, o colegiado cortou a Selic em 0,50 ponto percentual e avaliou que tanto uma redução maior no juro quanto afrouxamentos monetários adicionais poderiam se tornar “contraproducentes”.

VEJA TAMBÉM: Dólar avança ante real com queda nos preços do petróleo

O corte da taxa básica de juros a mínimas recordes sucessivas tem sido fator de pressão sobre o real, uma vez que reduz rendimentos locais atrelados à Selic, tornando o cenário brasileiro menos atraente para o investidor estrangeiro. Esse contexto é ainda agravado pela pandemia de coronavírus e conflitos políticos recentes entre Executivo e Legislativo.

No último pregão, na segunda-feira, o dólar interbancário fechou em alta 1,40%, a R$ 5,3092 na venda.

O Banco Central realizará hoje leilões de swap tradicional de até 10 mil contratos com vencimento em setembro de 2020 e janeiro de 2021. (Com Reuters)

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