Carteira total de crédito deve crescer 9,4% em 2020, diz Febraban

Reutes/Bruno Domingos
Reutes/Bruno Domingos

Revisão para cima do desempenho do crédito direcionado, de 3,0% (agosto) para 7,1% (setembro) impulsiona projeções

A carteira total de crédito no país deve crescer 9,4% em 2020 na comparação com o ano anterior, apontam dados apurados pela última Pesquisa Febraban de Economia Bancária, realizada entre 23 e 30 de setembro. Em agosto, o levantamento com agentes de mercado projetava crescimento de 6,3%.

A melhora na avaliação do cenário é resultado, principalmente, da revisão para cima do desempenho do crédito direcionado, cuja previsão de expansão mais que dobrou, passando de 3,0% (agosto) para 7,1% (setembro).

Para o crédito livre, as revisões também são positivas, com expectativa de crescimento para 10,7% em setembro, contra 8,6% projetados na pesquisa de agosto. Neste segmento, a alta foi puxada tanto pelos empréstimos destinados às empresas, quanto às famílias. Para os clientes PJ, a projeção passou de uma alta de 12,3% (na pesquisa de agosto) para 15,7%.

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A projeção para a carteira de crédito destinado aos clientes PF também melhorou, de 5,6% para 6,7%. Esse aquecimento é influenciado pela recuperação da atividade econômica e pela continuidade da elevada demanda por capital de giro das empresas.

Para 2021, o desempenho esperado da carteira de crédito total é de 7,2%.

Cenários para a Taxa Selic

O levantamento mostra que para a grande maioria dos participantes (94,7%) a taxa básica de juros deve fechar o ano em 2,0% aa. Nenhum dos respondentes acredita que o Copom fará cortes na Selic em sua próxima reunião (27 e 28 de outubro). Apenas 5,3% esperam redução de 0,25 pp na reunião de dezembro.

No geral, os participantes (94,6%) entendem que a recente alta dos preços dos alimentos não deve ser suficiente para pressionar as projeções de inflação em 2021 e alterar condução da política monetária.

Em relação às projeções para o PIB de 2021, metade dos participantes (52,6%) espera crescimento de 3,5%, em linha com o consenso do mercado. Para 26,3%, a redução dos estímulos do governo e um cenário econômico deteriorado deve gerar revisões para baixo do desempenho da atividade econômica. Enquanto 15,8% esperam crescimento superior ao que aponta o mercado, impulsionado pela aprovação de uma vacina contra o novo coronavírus, Selic baixa, demanda reprimida dos consumidores e utilização da poupança formada nos últimos meses.

O levantamento da Febraban é elaborado a cada 45 dias, logo após a divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). No mês de setembro, 19 bancos participaram da pesquisa. (Com Febraban)

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