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Como funcionam os Bancos Centrais ao redor do mundo

Com a aprovação do projeto que prevê a autonomia do Bacen, o Brasil muda sua imagem nos comitês internacionais

3 min
Flicker/Divulgação
Flicker/DivulgaçãoDebatida no congresso desde os anos 1990, a mudança busca blindar o órgão de pressões político-partidárias

A Câmara dos Deputados aprovou na tarde de ontem (10) o projeto que prevê a autonomia do Banco Central. Sob mérito de urgência, a votação teve 339 votos positivos contra 114 negativos, o que direciona o texto para o próximo passo: a sanção presidencial.

Debatida no congresso desde os anos 1990, a mudança busca blindar o órgão de pressões político-partidárias. Um dos pontos definidos, por exemplo, é o mandato de quatro anos do presidente do Banco Central, que não será coincidente com o do presidente da República. “Na prática, o BC brasileiro tem atuado de maneira independente nos últimos 25 anos. No entanto, a garantia de que o Banco é autônomo traz mais confiança aos investidores. Além de diminuir o risco de que, em algum momento, um governo populista o faça adotar políticas econômicas danosas no longo prazo”, explica Rafael Schiozer, professor da FGV EAESP.

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A taxa Selic, por exemplo, poderá ser impactada pela autonomia, assim como outros instrumentos utilizados pela autoridade monetária. Para Schiozer, com o Bacen autônomo, o Copom pode adotar uma política monetária mais frouxa, “o que pode trazer um resultado de crescimento no curto prazo, mas com riscos de prejudicar o cenário econômico a longo prazo.”

O professor ainda destaca a competência do corpo técnico do Banco Central brasileiro, mas acredita que a aprovação da autonomia pode elevar o nível da entidade em comitês internacionais. “Temos um mandato legal compatível com o de países emergentes. Aprovando-se o projeto, ficamos mais alinhados com países desenvolvidos.”

Embora Schiozer ressalte que cada país tem suas peculiaridades, ele afirma que alguns se destacam em termos de governança, o que torna positiva a mudança de percepção do Brasil nos comitês internacionais. “O BCE e o Fed certamente são referências.”

Confira, na galeria abaixo, seis Bancos Centrais e suas atuações distintas:

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