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Dia do Orgulho LGBTQIA+: 5 empresas que apoiam a causa

Companhias como Natura & Co e Suzano promovem ações de inclusão e diversidade dentro de casa

4 min
 Kriangkrai Thitimakorn / Getty Images
Kriangkrai Thitimakorn / Getty ImagesCerca de 61% dos profissionais LGBTQIA+ não assumem sua sexualidade no trabalho, enquanto 41% afirmam ter sofrido algum tipo de discriminação na empresa onde atuam.

A comunidade LGBTQIA+ é formada por 18 milhões de brasileiros segundo o STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas sua presença no mercado de trabalho ainda é discreta. Dados do Center for Talent Innovation revelam que 61% dos profissionais do grupo não se sentem confortáveis para assumir sua sexualidade no meio corporativo. Ao mesmo tempo, 41% deles afirmam ter sofrido algum tipo de discriminação na empresa em que atuam.

O desemprego é outro problema que atinge a comunidade. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desocupação entre a população LGBTQIA+ é de 21,6% – número bem acima da média nacional, de 14,7%.

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Diante deste cenário, transformar as práticas adotadas no mundo corporativo, com ações afirmativas para aumentar a empregabilidade dos integrantes da comunidade e sua retenção, é urgente. Do outro lado, os investidores também podem colaborar para a mudança de perspectiva se passarem a preferir, em seus portfólios, investidas preocupadas com questões de diversidade e inclusão.

Débora Ribeiro, gerente da consultoria Robert Half, explica que as gerações Z e
Millennium tratam a questão sob uma ótica diferente. “São pessoas que pesquisam ativamente os valores das empresas nas quais querem trabalhar, nutrindo bastante preocupação com a diversidade do local”, diz.

Ainda assim, Maira Reis, fundadora da camaleao.co, startup que desenvolve soluções pró-LGBTQIA+ para negócios, acredita que o avanço acontece a passos lentos. “Já progredimos bastante em relação a 2015 e 2016, principalmente após a aprovação legal do casamento LGBT no Brasil. Mas, socialmente, ainda temos um caminho truncado”, diz.

Do ponto de vista do negócio, o apoio à causa LGBTQIA+ pode ser sinônimo de lucro e competitividade. Uma pesquisa feita pela consultoria McKinsey revelou que instituições que apostam em diversidade sexual, racial e de gênero arrecadam até 35% a mais do que marcas que não se posicionam a respeito dessas questões.

Para conquistar este público, no entanto, as empresas precisam se movimentar fora e dentro de casa. Publicidade só não é mais suficiente. Débora alerta que a inclusão LGBT deve acontecer “dentro das companhias e em todas as hierarquias”. Ela acredita que aquelas que não se esforçarem para avançar nesta causa, correm o risco de perder investidores e negócios nos próximos anos.

Porém, do ponto de vista de investimentos, descobrir quais são as empresas com ações afirmativas pode ser uma parte difícil no processo. Não existe hoje no Brasil nenhum fundo de investimento específico para empresas que abraçam a causa. Nos Estados Unidos, por exemplo, investidores recorrem ao LGBTQ100 ESG, fundo que inclui nomes como Amazon, Apple, Netflix e Microsoft. Apenas em 2021, a valorização da cota foi de 16,34%.

Enquanto uma versão local não é criada, é possível avaliar algumas das ações realizadas por empresas listadas na bolsa de valores por meio dos questionários aplicados na carteira ISE 2020/21 (Índice de Sustentabilidade Empresarial), da B3.

Nestes questionários, são solicitadas informações sobre as medidas adotadas pela companhia para respeitar a diversidade em termos de orientação sexual e sobre ações afirmativas para incluir no quadro de funcionários grupos minorizados.

Vale ressaltar, porém, que para se certificar de que as informações são verdadeiras, a B3 solicita evidências por amostragem. Ou seja, para cada questão aplicada, sorteia uma quantidade específica de empresas que devem enviar documentos comprovando as respostas.

Com base neste ISE, a Forbes separou 5 empresas que compõem o iBovespa e apoiam a causa LGBTQIA+ internamente. Confira, na galeria abaixo, quem são elas:

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