Possível embargo a petróleo russo assusta mercados e Ibovespa abre em queda

Os preços da commodity subiram para os níveis mais elevados desde 2008 nesta segunda-feira, atingindo US$ 139,13 o barril.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em queda de 0,11% na abertura do pregão de hoje (7), a 114.351 pontos, às 10h40, horário de Brasília. O índice acompanha a tendência dos mercados internacionais, que caem em meio à perspectiva de um possível embargo dos Estados Unidos e países europeus ao petróleo russo.

“Estamos agora em discussões muito ativas com nossos parceiros europeus sobre a proibição da importação de petróleo russo para nossos países, e sobre como manter um fornecimento global estável de petróleo”, afirmou ontem (6) Antony Blinken, secretário do Estado dos Estados Unidos, em entrevista à NBC.

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Os preços da commodity subiram para os níveis mais elevados desde 2008 nesta segunda-feira, atingindo US$ 139,13 o barril.

Melanie Joly, ministra das Relações Exteriores do Canadá, afirmou hoje que os países ocidentais anunciarão mais sanções contra a Rússia.

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Os papéis da Petrobras (PETR3 e PETR4) recuam 1,14% e 1,05%, enquanto a Vale (VALE3) sobe 2,89%.

“A trinca dólar, VIX em alta e juros internacionais em baixa indicam um cenário pouco animador para o Ibovespa, apesar do suporte das commodities”, comenta Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos.

No cenário doméstico, investidores analisam os dados de crescimento da atividade de serviços do Brasil, que ganhou força em fevereiro em meio à demanda favorável com o recuo da pandemia e o avanço da vacinação contra a Covid-19.

O Boletim Focus desta segunda-feira mostrou que especialistas passaram a ver uma inflação mais alta em 2022, mas também uma melhora na atividade econômica. A estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano subiu a 0,42%, de 0,30% na semana passada; já a expectativa para a alta do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) chegou a 5,65%.

O dólar opera em queda de 0,66%, negociado a R$ 5,0441 na venda. A divisa reverte os ganhos vistos mais cedo e a disparada dos preços das commodities impulsiona as divisas de países exportadores.

Na Europa, os principais índices operam em baixa. Segundo pesquisa divulgada nesta manhã, a confiança do investidor da zona do euro despencou em março, recuando a -7,0 de +16,6 no mês anterior, por causa da invasão da Ucrânia pela Rússia e suas implicações para a economia global.

Por volta das 10h40, o Stoxx 600 perdia 0,68%; na Alemanha, o DAX recuava 0,92%; na França, o CAC 40 operava em queda de 0,73%; na Itália, o FTSE MIB perdia 0,07%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 recuava 0,23%.

Já na Ásia, o mercado acionário chinês também fechou em queda e atingiu a mínima dos últimos 20 meses. Segundo dados divulgados hoje, o crescimento das exportações da China desacelerou no período entre janeiro e fevereiro.

Embora o resultado tenha superado as expectativas do mercado, a invasão da Ucrânia pela Rússia elevou a incerteza sobre o cenário para o comércio global neste ano.

“Precisamos ver por quanto tempo vai durar o impacto econômico [da crise da Ucrânia]”, comenta Louis Kuijs, economista-chefe de Ásia-Pacífico no S&P Global Ratings. “A economia da China é grande e deve ser capaz de continuar a crescer mesmo diante de choques externos, mas o crescimento das exportações será afetado.”

Além disso, a China determinou uma meta de crescimento econômico acima do esperado para este ano no último sábado (5). Agora, o país espera um avanço de cerca de 5,5%, que segundo analistas será difícil de alcançar e exigirá mais medidas de suporte.

O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 3,87%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em queda de 2,74%; no Japão, o índice Nikkei perdeu 2,94%, enquanto o Shangai, na China continental, recuou 2,17%. (Com Reuters)

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