Mercado melhora projeções para déficit fiscal e dívida bruta do governo em 2022

A expectativa para o resultado primário do governo federal neste ano ficou em déficit de R$ 64,153 bilhões.

Reuters
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Bruno Domingos/Reuters
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As projeções do mercado refletem uma melhora nas expectativas para a receita líquida do governo federal neste ano

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O mercado financeiro melhorou as projeções para o resultado primário das contas do governo federal em 2022 e para a dívida bruta no ano, mostrou relatório Prisma Fiscal divulgado hoje (15) pelo Ministério da Economia, com dados coletados até o dia 7 de março.

De acordo com o documento, que capta projeções de agentes de mercado sobre as contas públicas, a expectativa para o resultado primário do governo central neste ano ficou em déficit de R$ 64,153 bilhões, ante rombo de R$ 74,000 bilhões projetado para o mesmo período no levantamento de fevereiro. Em janeiro, a estimativa estava em R$ 88,659 bilhões.

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Como a coleta das projeções foi feita até o quinto dia útil do mês, as estimativas foram captadas antes do corte de Pis/Cofins de combustíveis e da intensificação do debate sobre aplicação de subsídios. No entanto, até essa data, as discussões sobre como baratear esses insumos estavam na pauta do governo e o corte de IPI já havia sido anunciado.

As projeções do mercado refletem uma melhora nas expectativas para a receita líquida do governo neste ano, com ampliação de R$ 1,654 trilhão no relatório anterior para R$ 1,682 trilhão na pesquisa deste mês. Houve ligeira redução na estimativa da despesa total do governo, de R$ 1,731,3 trilhão para R$ 1,730,7 trilhão.

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Os analistas consultados pela pasta reduziram a expectativa para a dívida bruta do governo geral em 2022 para 82,70% do PIB, ante 83,55% na pesquisa de fevereiro.

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Para 2023, as projeções de mercado indicam déficit primário de R$ 53,000 bilhões no governo central, ante R$ 58,278 bilhões na estimativa trazida pelo relatório anterior. A dívida bruta no ano que vem, segundo os prognósticos, deve ficar em 85,10% do PIB, ante 86,00% previstos no mês passado.

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