Ibovespa abre em queda com atenção à política monetária dos EUA

No foco dos investidores, ainda está a ata do Federal Reserve, que mostrou que a autoridade monetária vai começar o seu “aperto quantitativo”.

Isabella Velleda
Compartilhe esta publicação:

Acessibilidade


O Ibovespa opera em queda de 0,33% na abertura do pregão de hoje (7), a 117.841 pontos, às 10h14, horário de Brasília. No foco dos investidores, ainda está a ata do Federal Reserve, banco central norte-americano, que mostrou que a autoridade monetária vai começar o que chama de “aperto quantitativo”.

“No último ciclo de redução de balanço patrimonial em 2017-2019, o Fed vendia cerca de US$ 50 bilhões por mês e subia os juros somente em 0,25% por reunião”, comenta Andrey Nousi, CFA e fundador da Nousi Finance.

Dessa vez, porém, as vendas ficarão em US$ 95 bilhões em ativos por mês, e as expectativas são de aumento de 0,5% na taxa de juros na próxima reunião. “Isso mostra que o Fed está muito preocupado com a inflação e está tomando decisões fortes para segurá-la”, acrescenta Nousi.

Acompanhe em primeira mão o conteúdo do Forbes Money no Telegram

No cenário local, as perdas são limitadas pela notícia de que o Governo Federal indicou José Mauro Coelho e Márcio Weber para a presidência da Petrobras e do seu conselho administrativo, respectivamente, aliviando as incertezas sobre o futuro da estatal.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

As suas ações preferenciais (PETR4) avançam 0,56%, também impulsionadas pela alta do petróleo Brent, que subia cerca de 1% nesta manhã. Ontem, os preços da commodity sofreram um golpe após a divulgação de dados do governo dos EUA confirmando um aumento nos estoques de petróleo na semana passada.

O dólar opera em queda de 0,30%, sendo negociado a R$ 4,7018 na venda.

Na Ásia, o mercado acionário chinês fechou em queda. O novo surto de Covid-19 no país, que chegou a 20 mil casos diários ontem, afeta o cenário para o crescimento econômico, apesar de promessas de autoridades de adotarem mais medidas de suporte.

“Preocupações sobre a tendência de queda da economia são o principal fator que pesa sobre o mercado”, avalia Lang Pincheng, gerente geral do departamento de pesquisa da Fortune & Royal Asset.

O Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1,23%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em baixa de 0,97%. Já no Japão, o índice Nikkei perdeu 1,69%, enquanto o Shangai, na China continental, caiu 1,42%.

Na Europa, os principais índices operam em alta. Segundo dados divulgados hoje, as vendas no varejo da zona do euro subiram pouco mais do que o esperado em fevereiro, na comparação mensal, impulsionadas por combustíveis automotivos e produtos não alimentícios.

Já a produção industrial da Alemanha aumentou pelo quinto mês seguido em fevereiro, mas a série de altas não deve continuar devido à guerra na Ucrânia.

A Agência Federal de Estatísticas informou que a produção industrial subiu 0,2% no mês, depois de aumento revisado para baixo de 1,4% em janeiro. Pesquisa da Reuters apontava expectativa de estabilidade em fevereiro.

Os dados “enviam o último sinal de como a economia da Alemanha poderia ter se parecido se a guerra na Ucrânia não tivesse acontecido”, comenta Carsten Brzeski, do ING Economics.

Por volta das 10h14, o Stoxx 600 ganhava 0,23%; na Alemanha, o DAX subia 0,29%; na França, o CAC 40 operava em alta de 0,30%; na Itália, o FTSE MIB ganhava 0,69%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 perdia 0,29%. (Com Reuters)

Compartilhe esta publicação: