Ibovespa abre em queda com retorno das previsões do Boletim Focus

Especialistas consultados pelo Banco Central passaram a ver inflação e taxa de juros mais altas até o final do ano.

Isabella Velleda
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O Ibovespa opera em queda de 0,12% na abertura do pregão de hoje (26), a 110.549 pontos, às 10h13, horário de Brasília. Investidores repercutem o retorno do Boletim Focus, que nesta semana mostrou uma piora nas previsões sobre a inflação e a taxa básica de juros para 2022.

Os especialistas consultados passaram a ver um aperto monetário mais intenso até o fim deste ano, com a Selic chegando a 13,25%, de expectativa de 13,00% há quatro semanas. Já a expectativa para a alta do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) agora é de 7,65%, de 6,86% há quatro semanas. Essa foi a 15ª alta seguida na estimativa.

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Devido à greve dos servidores, a última vez que o Banco Central havia divulgado os dados do Focus foi em 28 de março, com projeções referentes a 25 de março, mas a autarquia retomou a publicação nesta manhã após a suspensão da paralisação.

O índice local iniciou hoje o seu sétimo dia seguido de perdas, embora uma inversão do movimento ainda não tenha sido descartada, como comenta Pam Semezzato, analista de investimentos da Clear Corretora.

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“[O Ibovespa] chegou na região de suporte ontem e deixou um padrão de candle conhecido como martelo. Esse padrão, quando acionado, sugere movimentação de alta e, considerando que o movimento de queda já está esticado e está em um suporte, seria interessante uns dias de alta”, diz.

O dólar opera em alta de 0,99%, sendo negociado a R$ 4,9237 na venda.

Na Ásia, o mercado acionário chinês fechou em queda, enquanto o aumento de casos de Covid-19 em Pequim segue prejudicando as perspectivas de crescimento da economia chinesa.

Três quartos da população de Pequim fez fila nesta terça-feira para a realização de testes para a Covid-19, em uma tentativa de conter o surto da doença e evitar um lockdown como o ocorrido em Xangai.

“Nesta semana, a atenção do mercado deverá mudar de Xangai para Pequim, já que a piora na situação na capital da China pode ter uma influência mais profunda na trajetória futura da estratégia de ‘Covid zero’”, afirmou o Nomura em nota.

O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,33%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 1,37%. Já no Japão, o índice Nikkei ganhou 0,41%, enquanto o Shangai, na China continental, caiu 1,44%.

Na Europa, os principais índices operam em alta, enquanto os investidores aguardam a divulgação dos resultados corporativos de grandes empresas de tecnologia, como Microsoft, Apple e Amazon, divergindo a atenção momentaneamente da guerra na Ucrânia.

“Apenas uma coisa pode estabilizar os mercados neste momento: a temporada de resultados corporativos, e números melhores do que o esperado das principais empresas”, afirma César Pérez Ruiz, diretor de investimentos da Pictet Wealth Management.

Por volta das 10h13, o Stoxx 600 ganhava 0,60%; na Alemanha, o DAX subia 0,90%; na França, o CAC 40 operava em alta de 1,03%; na Itália, o FTSE MIB ganhava 0,29%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 avançava 0,80%.

No cenário das commodities, o petróleo Brent é negociado em alta de 1%, a US$ 103 o barril, enquanto os futuros de minério de ferro em Dalian, para entrega em setembro, registraram queda de 2,5% na sessão. (Com Reuters)

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