Pressão de custos de insumos faz lucro da MRV cair 76% no 1º trimestre

O grupo imobiliário mineiro anunciou hoje (12) que seu lucro de janeiro a março somou R$ 71 milhões, queda de 76,2% ante mesma etapa do ano passado.

Reuters
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A MRV&Co teve forte queda do lucro no primeiro trimestre, impactada por queda nas margens, uma vez que não conseguiu repassar totalmente o aumento dos custos de insumos aos clientes.

O grupo imobiliário mineiro anunciou hoje (12) que seu lucro de janeiro a março somou R$ 71 milhões, queda de 76,2% ante mesma etapa do ano passado. Em termos ajustados, a queda ano a ano foi de 74%, a R$ 83 milhões.

Embora a receita líquida tenha crescido 4,8% no comparativo anual, a R$ 1,67 bilhão, a MRV seguiu pagando mais caro em produtos como aço e produtos de acabamento, o que fez sua margem bruta encolher 8 pontos percentuais, a 19,8%.

Com isso, o resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) teve queda de 5,8% sobre mesmo intervalo de 2021, a R$ 199 milhões, com a margem Ebitda encolhendo 1,3 ponto percentual, para 11,9%.

Em abril, a MRV havia informado que seus lançamentos do primeiro trimestre somaram um VGV (volume geral de vendas) de R$ 1,73 bilhão de reais, alta de 1,4% ano a ano, enquanto as vendas avançaram 7,6%.

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Segundo o diretor de finanças e relações com investidores, Ricardo Paixão Rodrigues, a companhia já percebeu melhora na margem dos empreendimentos vendidos recentemente, o que deve elevar o número consolidado ao longo de 2022, embora ainda siga pressionada nos próximos trimestres.

De janeiro a março, a MRV teve uma queima de caixa de R$ 817 milhões, montante 112,8% maior em um ano. Para Rodrigues, esse avanço refletiu entre outros fatores maior esforço da companhia para compor estoques.

“Mas acreditamos que podemos ter geração positiva de caixa neste segundo trimestre”, disse ele.

Segundo o executivo, entre os fatores positivos que podem contribuir com o balanço da MRV nos próximos trimestres está o possível estancamento da alta nos preços do vergalhão – após o governo ter cortado tarifa de importação do produto – e a possível correção nos valores de subsídios do programa Casa Verde e Amarela, o que pode elevar a demanda por casas populares.

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