Setor manufatureiro dos EUA recobra velocidade em maio, mostra ISM

Compartilhe esta publicação:

 

Acessibilidade


WASHINGTON (Reuters) – A atividade manufatureira dos Estados Unidos se recuperou em maio, com a demanda por bens ainda forte, o que pode diminuir temores de uma recessão iminente na maior economia do mundo, embora uma medida do emprego nas fábricas tenha mostrado contração pela primeira vez em quase um ano.

O Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou nesta quarta-feira que seu índice de atividade manufatureira nacional se recuperou para leitura de 56,1 no mês passado, de 55,4 em abril. Número acima de 50 indica expansão na manufatura, que responde por 12% da economia dos EUA.

Economistas consultados pela Reuters previam que o índice cairia para 54,5 em maio. A pesquisa do ISM veio após um relatório na sexta-feira passada mostrar que os gastos do consumidor norte-americano aumentaram fortemente em abril.

Os EUA foram tomados recentemente por temores de uma recessão, já que o Federal Reserve está aumentando os juros agressivamente para domar a inflação. O banco central norte-americano já aumentou sua taxa básica em 0,75 ponto percentual desde março. Espera-se que o Fed eleve os custos dos empréstimos em 0,50 ponto percentual em cada uma de suas próximas duas reuniões, neste mês e em julho.

A demanda por bens nos EUA continua resiliente, mesmo com os gastos se voltando para serviços como viagens, refeições fora de casa e recreação. Os gastos com bens aumentaram durante a pandemia de Covid-19, restringiu a circulação de pessoas.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

Mas manufatureiros estão com dificuldades para encontrar trabalhadores, com a medida do ISM de emprego nas fábricas em queda para 49,6 em maio, de 50,9 em abril. Em meio a condições financeiras mais apertadas, o primeiro declínio abaixo de 50 do indicador desde agosto passado também pode ser um potencial alerta vermelho.

Com um recorde de 11,5 milhões de vagas de trabalho não preenchidas nos EUA até o fim de março, no entanto, a escassez de trabalhadores parece ser a grande culpada pela retração no emprego nas fábricas.

(Por Lucia Mutikani)

Compartilhe esta publicação: