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Ações da Gol caem após notícia de que aérea avalia pedido de recuperação judicial nos EUA

A 2ª maior companhia aérea do Brasil em termos de passageiros transportados tem enfrentado dívida elevada, e no mês passado contratou uma consultoria para revisar sua estrutura de capital

2 min
avião da gol
Paulo Whitaker/ReutersA Gol também tem lidado com atraso em entregas de aviões pela Boeing

As ações da Gol despencavam nesta segunda-feira (15), após notícia divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo no domingo (14) de que a companhia aérea está considerando fazer um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos no próximo mês.

Os papéis preferenciais da Gol perdiam cerca de 10% nas negociações pela manhã, liderando as quedas percentuais do Ibovespa, que, por sua vez, caía 0,19%.

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A Gol, segunda maior companhia aérea do Brasil em termos de passageiros transportados, tem enfrentado dívida elevada, e no mês passado contratou a Seabury Capital para auxiliar em seu processo de ampla revisão da sua estrutura de capital.

A empresa, que também tem lidado com atraso em entregas de aviões pela Boeing, não comentou de imediato o assunto.

A Folha, citando fontes com conhecimento da situação, disse que a Gol ainda está tentando negociar um acordo extrajudicial, mas a possibilidade é vista como cada vez mais inviável, já que várias partes interessadas estavam envolvidas nas negociações.

Em evento a investidores no mês passado, a Gol confirmou que estava em negociações em grande parte com arrendadores para reestruturar sua dívida, mas também esperava a contribuição de detentores de títulos e acionistas.

“Esperamos uma reação negativa do mercado a essa notícia, uma vez que levantará preocupações sobre uma possível diluição adicional para os acionistas”, afirmaram analistas do Itaú BBA, liderados por Gabriel Rezende, sobre a notícia da Folha.

A rival Latam Airlines, saiu da recuperação judicial em 2022 com um plano de reorganização de US$ 8 bilhões. A Azul também reestruturou sua dívida no ano passado, mas por meio de acordos com arrendadores, fabricantes e detentores de títulos de dívida da empresa.

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