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Confiança de serviços no Brasil inicia 2024 com alta em janeiro, mostra FGV

Índice de Confiança de Serviços chegou ao patamar mais elevado desde outubro de 2022, depois de recuo em dezembro

2 min
Serviço de consultoria - Foto: Catherine Falls Commercial - Getty Images
Serviço de consultoria - Foto: Catherine Falls Commercial - Getty Images“A percepção sobre a situação atual ratifica a perda de fôlego do setor de serviços observada desde o segundo semestre de 2023”, avaliou Stéfano Pacini, economista do FGV IBRE

A confiança do setor de serviços do Brasil voltou a subir no início de 2024 e foi ao melhor nível em pouco mais de um ano com a melhora das expectativas, mostraram dados divugados nesta terça-feira (30) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

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No mês, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 1,9 ponto, para 95,7 pontos, chegando ao patamar mais elevado desde outubro de 2022 (97,6 pontos), depois de ter recuado em dezembro.

O Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, sustentou a melhora, com alta de 6,4 pontos, para 95,0 pontos, maior nível desde outubro de 2022 (97,3 pontos).

Isso compensou a queda de 2,7 pontos do Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, a 96,4 pontos.

“A percepção sobre a situação atual ratifica a perda de fôlego do setor observada desde o segundo semestre de 2023. Em compensação, melhores avaliações na demanda para o primeiro trimestre do ano e redução do pessimismo sobre o ambiente de negócios podem refletir na volta do crescimento do setor, ainda mais pela disseminação entre os principais setores”, avaliou Stéfano Pacini, economista do FGV IBRE.

Segundo ele, a melhora das expectativas pode estar relacionada à expectativa do empresário de manutenção da queda na taxa de juros e de redução do endividamento das famílias, bem como melhora da confiança dos consumidores e do mercado de trabalho.

A Banco Central iniciou um ciclo de cortes de juros no ano passado que já tirou a taxa básica de juros Selic do pico de 13,75% para os atuais 11,75%. A autoridade monetária volta a se reunir a partir desta terça, e a expectativa é de que adote novo corte de 0,5 ponto percentual quando anunciar sua decisão na quarta-feira (31).

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