Na terça-feira (15), o governo brasileiro comunicou o envio de carta aos Estados Unidos, reiterando seu pedido para negociar as tarifas impostas pelo presidente americano, Donald Trump. Na semana passada, o republicano comunicou o ajuste da taxa sobre produtos vindos do Brasil, que saltou de 10% para 50%, alvo da indignação do Brasil, segundo o documento.
A carta brasileira, assinada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Geraldo Alckmin, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi endereçada ao secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e ao representante de Comércio do país, Jamieson Greer.
O documento destaca o “impacto muito negativo” das tarifas sobre setores importantes de ambas as economias e ressalta que o Brasil já havia enviado uma carta às autoridades americanas em maio, após o anúncio inicial de tarifação pelos EUA ao país e a outras nações.
“O Brasil permanece pronto para dialogar com as autoridades americanas e negociar uma solução mutuamente aceitável sobre os aspectos comerciais da agenda bilateral, com o objetivo de preservar e aprofundar o relacionamento histórico entre os dois países e mitigar os impactos negativos da elevação de tarifas em nosso comércio bilateral”, disse a pasta, que afirmou que “ainda aguarda a resposta dos Estados Unidos à sua proposta”.
A inciativa reitera o interesse do Brasil em receber comentários do governo Trump sobre o tema. Enquanto busca contato com as autoridades americanas, o governo brasileiro montou um comitê interministerial, presidido por Alckmin, para ouvir setores impactados pela tarifa e avaliar possíveis respostas à medida.
Após uma rodada de conversas na terça, com representantes da indústria e do agronegócio, o vice-presidente teve novos encontros nesta quarta-feira (16) com entidades brasileiras e representantes de companhias americanas.