1. Início
  2. /
  3. Forbes Money
  4. /
  5. Êxodo de Super-Ricos no Reino Unido Tem Novo Integrante: John Fredriksen
Forbes Money

Êxodo de Super-Ricos no Reino Unido Tem Novo Integrante: John Fredriksen

O bilionário colocou à venda sua mansão de US$ 337 milhões no país

4 min

Um dos homens mais ricos do Reino Unido, o bilionário do setor naval John Fredriksen, está colocando à venda sua mansão georgiana de 300 anos em Londres. Um mês depois de declarar que “a Grã-Bretanha foi para o inferno”, ele se junta a um movimento crescente de super-ricos que estão deixando o país.

Fredriksen teria demitido mais de uma dúzia de empregados domésticos e está organizando visitas discretas ao imóvel de 2,8 mil metros quadrados, conhecido como The Old Rectory, o que reforça sua saída definitiva do Reino Unido. A decisão de vender a famosa propriedade veio um mês depois do bilionário culpar o fim do regime fiscal de non-domiciled — que antes permitia que residentes estrangeiros pagassem impostos britânicos apenas sobre os rendimentos obtidos no Reino Unido — por sua escolha de deixar o país. Ele confirmou à publicação norueguesa E24 que está se mudando para os Emirados Árabes Unidos e declarou que “o mundo ocidental inteiro está em decadência”.

The Old Rectory

Localizada em Chelsea, a mansão é uma das casas mais caras do Reino Unido, avaliada em US$ 337 milhões (R$ 1,8 bilhão). Ela conta com 10 quartos, um salão de baile e 8,1 mil metros quadrados de terreno — sendo o terceiro maior jardim privado de Londres.

The Old Rectory é da década de 1720 e o seu terreno já abrigou a casa do reitor da paróquia local, cuja igreja foi fundada em 1157. O imóvel foi reformado na década de 1990 e vendido em 1995 ao magnata grego do setor naval Theodore Angelopoulos por US$ 30 milhões (R$ 166,2 milhões), tornando-se na época a transação imobiliária mais cara da história de Londres. Fredriksen comprou a propriedade por US$ 50 milhões (R$ 277 milhões) em 2001 e, segundo relatos, recusou uma oferta não solicitada de US$ 135 milhões (R$ 748 milhões) feita em 2004 pelo oligarca russo Roman Abramovich.

Êxodo de bilionários

No início deste ano, Fredriksen também encerrou as atividades da sede londrina da Seatankers Management, uma de suas empresas privadas de transporte marítimo.

O bilionário é apenas o mais recente dos super-ricos britânicos a deixar o Reino Unido. Segundo a consultoria Henley & Partners, o país está perdendo milionários e bilionários em ritmo mais acelerado do que qualquer outra nação rica. A estimativa é que 16,5 mil milionários deixem o Reino Unido ainda neste ano. O país ocupa a quinta posição no mundo em número de pessoas com patrimônio elevado (acima de US$ 1 milhão ou R$ 5,54 milhões), mas é o único entre os 10 países mais ricos do planeta a registrar crescimento negativo no número de milionários na última década.

As reformas tributárias — incluindo aumento no imposto sobre herança, cobrança de 15% sobre valor agregado nas mensalidades de escolas privadas e mudanças nas regras de residência fiscal — tornaram a nação cada vez menos atrativa para investidores com grande patrimônio, segundo a Henley. Outros bilionários que deixaram o país recentemente incluem Christian Angermayer e Nassef Sawiris, dono do Aston Villa.

Entre os dados mais surpreendentes está o crescimento percentual da população milionária de Montenegro, que foi o maior do mundo na última década: aumento de 124%. Os Emirados Árabes Unidos aparecem em segundo lugar, com 98%, seguidos por Malta (87%), Estados Unidos (87%) e China (74%).

Ao todo, 9,8 mil milionários devem se mudar para os Emirados Árabes Unidos este ano — mais do que qualquer outro país. Juntos, esses indivíduos devem movimentar um patrimônio estimado em US$ 63 bilhões (R$ 349 bilhões).

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.