A JHSF começou 2026 reforçando uma estratégia que vem transformando a companhia em algo maior do que uma incorporadora de imóveis de luxo. O grupo, que hoje reúne shoppings, hotéis, aeroporto executivo, clubes e residenciais de alto padrão, encerrou o primeiro trimestre com crescimento consistente dos resultados, impulsionado principalmente pelos negócios ligados a experiências e renda recorrente.
A receita bruta consolidada somou R$ 589,5 milhões entre janeiro e março, avanço de 34,1% na comparação anual. O Ebitda ajustado cresceu 26,7%, para R$ 250,6 milhões, enquanto o lucro líquido atingiu R$ 371,6 milhões, alta de 9,3%.
Por trás do desempenho está justamente a expansão do ecossistema de lifestyle premium que a companhia vem consolidando nos últimos anos. A vertical de Residences & Clubs foi a que mais avançou no período, com crescimento de 43% na receita, puxado pelo aumento das locações, pela venda de memberships e pela operação dos clubes.
A aposta reflete uma mudança importante no posicionamento da JHSF. Mais do que vender imóveis, a empresa vem ampliando investimentos em ativos capazes de gerar recorrência de receita e criar uma relação contínua com clientes de alta renda. Nesse movimento entram projetos voltados a experiências exclusivas, como clubes privados, hospitalidade premium e empreendimentos associados a lazer e bem-estar – incluindo os projetos com piscinas de ondas artificiais, que se tornaram um dos símbolos mais recentes dessa estratégia.
A área de renda recorrente, que concentra shopping centers, hotéis, gastronomia, aeroporto executivo e clubes, segue como principal motor operacional da companhia. A unidade registrou receita bruta de R$ 389,8 milhões no trimestre, alta de 17,1%, enquanto o Ebitda ajustado avançou 19,8%, para R$ 176,6 milhões.
Nos shoppings, a companhia manteve ocupação próxima de 100%, ao mesmo tempo em que registrou crescimento de 8,4% nas vendas dos lojistas e avanço de 11,5% no aluguel das mesmas lojas. O desempenho reforça a resiliência dos ativos premium da empresa em um momento em que o consumo de alta renda continua aquecido.
Em hospitalidade e gastronomia, os indicadores também avançaram. A diária média dos hotéis cresceu 6,3%, enquanto o RevPAR – métrica que mede a receita por quarto disponível – aumentou 9%. O fluxo nos restaurantes do grupo também seguiu em expansão.
Outro ativo que ganhou relevância dentro da operação foi o São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional. O terminal registrou crescimento de 18,3% nos movimentos de aeronaves no trimestre, além de avanço de 19,8% no volume de combustível abastecido. O ativo se tornou uma peça estratégica dentro do ecossistema de luxo da companhia, conectando mobilidade, aviação executiva e desenvolvimento imobiliário de alto padrão.
Além do crescimento operacional, a JHSF encerrou o trimestre com forte posição de caixa. A companhia terminou março com R$ 4,2 bilhões em caixa bruto e R$ 1,8 bilhão em caixa líquido. Segundo a empresa, o perfil da dívida permanece alongado e com o menor custo financeiro de sua história.
A JHSF Capital, braço de investimentos do grupo, também segue ampliando participação dentro da estrutura da companhia. Em três anos de operação, a plataforma alcançou R$ 11,2 bilhões em ativos sob gestão e vem atuando como instrumento de funding para novos projetos e expansão dos negócios.
“O trimestre reflete a consistência operacional da companhia, sustentada pela qualidade dos ativos, pela demanda consistente e pela execução disciplinada da nossa estratégia”, afirmou Augusto Martins, CEO da JHSF.
Com novos projetos imobiliários, expansão da plataforma de locação residencial e crescimento dos ativos de renda recorrente, a empresa reforça uma aposta cada vez mais centrada no mercado de luxo experiencial, tendência que vem redesenhando o setor imobiliário de alta renda no Brasil e no exterior.
JHSF EM NÚMEROS
Receita bruta consolidada: R$ 589,5 milhões
↑ 34,1%
Ebitda ajustado: R$ 250,6 milhões
↑ 26,7%
Lucro líquido: R$ 371,6 milhões
↑ 9,3%
Receita da unidade de renda recorrente: R$ 389,8 milhões
↑ 17,1%
Ebitda ajustado da renda recorrente: R$ 176,6 milhões
↑ 19,8%
Residences & Clubs:
Receita cresceu 43%
Shoppings:
- Vendas dos lojistas: ↑ 8,4%
- Aluguel mesmas lojas (SSR): ↑ 11,5%
- Ocupação próxima de 100%
Hospitalidade:
- Diária média: ↑ 6,3%
- RevPAR: ↑ 9%
São Paulo Catarina Aeroporto Executivo:
- Movimentos de aeronaves: ↑ 18,3%
- Volume de combustível abastecido: ↑ 19,8%
JHSF Capital:
R$ 11,2 bilhões em ativos sob gestão em três anos de operação.