As 100 marcas mais valiosas do Brasil somam US$ 90,2 bilhões (R$ 451 bilhões) em 2026, uma alta de 14% em relação ao ano passado, segundo levantamento da consultoria Brand Finance. O avanço ocorreu em um período marcado por crescimento econômico mais lento, crédito mais caro e consumo menos aquecido.
O ranking mostra que poucos setores concentram grande parte desse valor. Bancos, empresas de alimentos, varejistas e companhias de petróleo e gás respondem por mais da metade do valor das marcas brasileiras avaliadas. Sozinho, o setor financeiro representa mais de um terço do total.
Pelo décimo ano seguido, o Itaú aparece na liderança. O banco teve sua marca avaliada em US$ 9,9 bilhões (R$ 49,5 bilhões), alta de 15% na comparação anual.
Na sequência estão Banco do Brasil, com US$ 5 bilhões (R$ 25 bilhões), Bradesco, com US$ 4,7 bilhões (R$ 23,5 bilhões), e Nubank, avaliado em US$ 4,2 bilhões (R$ 21 bilhões).
O levantamento reforça o peso dos bancos na economia brasileira. Entre as dez marcas mais valiosas do país, cinco pertencem ao setor financeiro.
“Os resultados de 2026 mostram que o valor das marcas no Brasil continua concentrado em setores como serviços financeiros, bens de consumo e recursos naturais. Escala, confiança e disciplina estratégica seguem sendo fatores decisivos para a construção de valor”, afirma Eduardo Chaves, diretor-geral da Brand Finance no Brasil.
Antarctica é o destaque do ano
A maior alta do ranking ficou com a Antarctica, cujo valor de marca cresceu 125% e chegou a US$ 454 milhões (R$ 2,27 bilhões).
Fundada em 1885, a marca foi apontada pela consultoria como um exemplo de empresa tradicional que conseguiu ganhar relevância junto às novas gerações de consumidores.
Nubank ganha espaço entre as marcas mais fortes
O Nubank aparece em duas frentes do levantamento. Além de ocupar a quarta posição entre as marcas mais valiosas do país, foi citado pela Brand Finance como uma das empresas que merecem atenção nos próximos anos.
Segundo a consultoria, a fintech deixou para trás a fase de desafiante do sistema bancário para se consolidar como uma das principais instituições financeiras do país. Hoje, é considerada o neobanco mais forte do mundo e a quarta marca bancária mais forte do planeta no ranking global da Brand Finance.
Porto lidera em força de marca
Além do ranking de valor, a consultoria avalia indicadores como reputação, confiança e preferência dos consumidores. Nesse quesito, a liderança ficou com a Porto, que alcançou nota 96,9 e recebeu classificação AAA+, a mais alta da metodologia.
O top 3 de força de marca é formado por:
- Porto: 96,9
- Nubank: 95,2
- Sadia: 93,5
A consultoria atribui o resultado da Porto à confiança construída junto aos consumidores e à ampliação de sua atuação para áreas como banco, saúde e serviços.
A Sadia, terceira colocada, também avançou em valor de marca. A empresa registrou crescimento de 35% e alcançou US$ 2,9 bilhões (R$ 14,5 bilhões).
“Em um cenário mais incerto, marcas fortes ajudam a sustentar a confiança dos consumidores. As empresas que conseguem combinar resultados financeiros com uma relação consistente com seus clientes tendem a atravessar melhor períodos de maior volatilidade”, diz Chaves.
As 10 marcas mais valiosas do Brasil em 2026
- Itaú — US$ 9,9 bilhões
- Banco do Brasil — US$ 5 bilhões
- Bradesco — US$ 4,7 bilhões
- Nubank — US$ 4,2 bilhões
- Caixa — US$ 3,9 bilhões
- Petrobras — US$ 3,6 bilhões
- Sadia — US$ 2,7 bilhões
- Localiza — US$ 2,7 bilhões
- Vale— US$ 2,9 bilhões
- Vivo — US$ 2,6 bilhões
As marcas mais fortes do Brasil em 2026
- Porto — 96,9 pontos
- Nubank — 95,2 pontos
- Sadia — 93,5 pontos
- Brahma — 90,2 pontos
- Caixa Seguridade — 89,5 pontos
- Seara — 89,2 pontos
- Pilão — 89,1 pontos
- Azul — 88,9 pontos
- Gol — 88,6 pontos
- Caixa — 85,8 pontos