Bom dia. Estamos na quinta-feira, 13 de agosto.
Cenários
O pregão da quinta-feira nos mercados globais começa com os investidores atentos à inflação americana no atacado. Será divulgado o índice de preços ao produtor (Producer Price Index, PPI) de julho. A mediana das expectativas dos investidores é de uma alta de 0,2%, após uma deflação (queda de preços) de 0,3% em junho.
Na quarta-feira, a inflação no varejo de julho, medida pelo Consumer Price Index (CPI), confirmou as expectativas de uma leve desaceleração. O CPI de julho veio em linha com as projeções. A inflação acumulada no índice geral foi de 3,4% em 12 meses, leve desaceleração ante os 3,5% nos 12 meses até junho. O núcleo do CPI, que não considera os preços dos alimentos e da energia, também desacelerou para 2,5% nos 12 meses até julho. O resultado ficou em linha com as expectativas e levemente abaixo dos 2,6% em 12 meses até junho.
Essa desaceleração da inflação no varejo aliviou o temor dos investidores de uma alta dos juros nos Estados Unidos na reunião de setembro do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Um PPI benigno pode reforçar essa convicção. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de aumento de juros em setembro recuou para cerca de 40%, ante mais de 54% na semana anterior.
No mercado de commodities, o petróleo tipo Brent recua cerca de 1,7% nesta quinta e cai para US$ 87,50 por barril, após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Agência Internacional de Energia (AIE) revisarem para baixo suas projeções de crescimento da demanda global em 2026.
A Opep reduziu a estimativa de crescimento da demanda para 580 mil barris por dia, enquanto a AIE passou a projetar contração de 1,6 milhão de barris por dia no consumo global neste ano, ante 1 milhão de barris projetado no mês anterior — atribuindo a queda de consumo às disrupções ligadas ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Outra notícia que reduziu os preços foi a elevação dos estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos, que subiram 17,4 milhões de barris na semana encerrada em 7 de agosto, segundo dados da Energia dos Estados Unidos (EIA). Foi a maior alta semanal desde o início de 2023, superando com folga a expectativa de redução dos estoques.
As restrições de oferta ligadas ao conflito no Oriente Médio, incluindo tensões em torno do Estreito de Ormuz, seguem sustentando um piso para os preços, o que explica por que a queda não é mais acentuada.
A Bolsa brasileira fechou a quarta-feira em leve baixa, com o Ibovespa recuando 0,23%, a 167.491 pontos, estendendo uma sequência de perdas que já dura vários pregões e mantém o índice cerca de 15% abaixo da máxima das 52 semanas. A sessão foi marcada por perdas em ações ligadas a bancos e commodities, com Vale e Itaú entre os destaques negativos, enquanto o real se enfraqueceu para perto de R$ 5,18 por dólar. A queda decorre de fatores domésticos e externos.
Perspectivas
Os futuros de Wall Street operam em leve alta nesta quinta-feira, com o S&P 500 subindo perto de 0,26% e o Nasdaq 100 avançando cerca de 0,6%. As cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EW iSHares MSCI Brazil estão em leve alta no pré-mercado.
Indicadores
BRASIL
Pesquisa mensal do varejo IBGE (Jun)
Esperado: 0,3%
Anterior: 0,1%
Pesquisa mensal do varejo IBGE (12m)
Esperado: 2,4%
Anterior: 0,4%
ESTADOS UNIDOS
Inflação no atacado / PPI (Jul)
Esperado: + 0,2%
Anterior: – 0,3%
Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego
Esperado: 202 mil
Anterior: 199 mil