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JHSF Antecipa Metas Climáticas e Corta 85% das Emissões no Aeroporto Catarina

Com foco em práticas ESG, a empresa mapeia riscos climáticos até 2050 e atrela a remuneração variável de seus colaboradores a metas ambientais

5 min

A JHSF (JHSF3) publicou, de forma voluntária, o Relatório de Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade referente a 2025. O documento foi divulgado voluntariamente pela empresa e, com isso, a companhia se torna uma das únicas oito brasileiras que adotaram as normas brasileiras CBPS 01 e CBPS 02. Nos setores em que atua, a companhia é a única a publicar um relatório neste formato.

O relatório da JHSF pode ser lido na íntegra no link divulgado pela empresa.

O documento de 41 páginas revela que o Aeroporto Catarina reduziu a intensidade de suas emissões de carbono em 85% no ano de 2025. Com este número expressivo, a operação superou a meta inicial de 37,8% e antecipou seu objetivo climático em cinco anos.

Em linhas gerais, o parecer integra riscos e oportunidades relacionados às mudanças climáticas à gestão, à estratégia e ao planejamento financeiro da companhia.

A análise olha para três datas: 2026, 2030 e 2050. Ela separa os riscos em dois grupos: os físicos, que são os efeitos diretos do clima sobre ativos e operações, e os de transição, que vêm de mudanças em regras, tecnologia, economia e mercado na passagem para uma economia que emite menos carbono.

Entre os riscos de transição, a JHSF aponta a possibilidade de aumento nos custos de energia elétrica e de combustíveis fósseis. Até a data do relatório, a empresa não tinha dados para estimar o impacto em reais e disse que segue monitorando o tema.

Nos riscos físicos, a exposição varia conforme o tipo de evento e o ativo. O cenário considerado inclui eventos climáticos que danifiquem a infraestrutura e parem as operações.

Em 2025, 35,6% dos ativos e atividades avaliados estavam expostos. A companhia afirma que seus mecanismos de mitigação diminuem o impacto econômico: a exposição residual fica entre 80% e 94% abaixo dos valores brutos, dependendo do horizonte de tempo e do cenário.

Augusto Martins, CEO da JHSF, avalia que a iniciativa reforça a importância dada pela empresa à evolução da governança e à integração dos riscos e oportunidades relacionados às mudanças do clima.

“A expansão da JHSF nos últimos anos vem acompanhada do compromisso com uma performance cada vez mais sustentável, e seguimos avançando com consistência no mapeamento, na gestão e na valoração dos impactos relacionados às mudanças do clima, mantendo nossa visão de crescimento e investimentos em novos ativos e expansões.”

Aeroporto, foco das maiores emissões, passa por redução de 85%

O São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional responde pela maior parte das emissões da JHSF.

Em 2025, o Escopo 1, que reúne as emissões diretas das operações, somou 9.007,2 toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e).

O Escopo 2, ligado ao consumo de energia, foi de 1.633,71 tCO₂e pelo método location-based e de 1.318,59 tCO₂e pelo método market-based.

Com esses números, a intensidade das emissões dos Escopos 1 e 2 no aeroporto cai cerca de 85% em 2025 na comparação com 2021.

A meta para 2030 era uma queda de 37,8%, ou seja, a companhia bateu o objetivo cinco anos antes do prazo.

No terminal, a JHSF usa iluminação de LED (exceto na pista) e tratores de reboque elétricos. O programa Catarina Carbon Free compensa as emissões.

O aeroporto também faz gestão de resíduos e monitora qualidade do ar, ruído e biodiversidade, além de se preparar para o uso futuro de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês).

Oportunidades, investimentos e metas no horizonte da JHSF

O relatório também lista oportunidades ligadas ao clima, como uso de energia e água com menos desperdício, fontes renováveis, valorização de ativos e soluções para aviação executiva sustentável.

Segundo a empresa, todos os ativos operacionais analisados (100%) têm potencial de aproveitar ao menos uma dessas oportunidades.

Em 2025, a JHSF desembolsou cerca de R$ 2,7 milhões em iniciativas de eficiência, segurança hídrica, gestão de carbono, infraestrutura e energia renovável. Só a troca das torres de resfriamento do Shopping Cidade Jardim custou aproximadamente R$ 900 mil.

No programa Sustenta, de energia renovável, 65% dos ativos elegíveis estavam cobertos em 2025. A meta é chegar a 100% até 2030.

A intensidade do consumo de eletricidade caiu 17,6% em 2025, na comparação com 2022. A meta era reduzir 10% até esse ano.

Governança e remuneração

O tema passa pelo Conselho de Administração, pelo Comitê de Sustentabilidade, pelo Comitê de Auditoria Estatutário, pelo Comitê de Gestão de Riscos e pela Diretoria-executiva.

Desde 2024, todos os colaboradores diretos, de analistas a diretores, têm metas de sustentabilidade atreladas à remuneração variável.

Os pilares ambiental e climático, social e de governança somam 15% do total das metas desse mecanismo.

Em 2025, a empresa encerrou seu primeiro ciclo de compromissos públicos de sustentabilidade e definiu os objetivos do próximo.

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