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Nova Zelândia Libera Compra de Imóveis para Quem Investir R$ 15 Milhões no País

A medida cria uma exceção restrita a estrangeiros do programa Active Investor Plus, que exige aporte mínimo de NZ$ 5 milhões

3 min

O governo da Nova Zelândia decidiu flexibilizar, após sete anos, as regras para a compra de imóveis por estrangeiros e permitirá que investidores obtenham residência no país por meio da aquisição ou construção de propriedades avaliadas em, no mínimo, NZ$ 5 milhões (essa quantia de dólares neozanlandes equiva a cerca de R$ 15,35 milhões).

Com isso, sonho neozelandês volta à mesa para investidores de altíssimo patrimônio e com mobilidade global. A mudança, anunciada de forma discreta às vésperas do Natal de 2025, cria uma exceção à proibição imposta em 2018 e deve entrar em vigor no início de 2026, após a conclusão das etapas regulatórias.

A flexibilização, no entanto, está longe de configurar uma reabertura ampla do mercado imobiliário neozelandês. O acesso será restrito a investidores que participem do programa de visto Active Investor Plus, que exige um aporte mínimo de NZ$ 5 milhões ao longo de um período de três anos.

Mesmo nesse formato, seguem vedadas aquisições de terras agrícolas, propriedades rurais e áreas classificadas como sensíveis pelas autoridades locais. Para o primeiro-ministro Christopher Luxon, a medida representa um “meio-termo” entre a atração de capital estrangeiro e a proteção do mercado doméstico.

O foco da política está deliberadamente concentrado no segmento mais alto do mercado. Imóveis avaliados acima de NZ$ 5 milhões correspondem a menos de 1% do estoque residencial do país e se situam muito acima do valor médio de uma residência na Nova Zelândia, atualmente em torno de US$ 460 mil (R$ 2,47 milhões).

Na prática, o alvo são ativos de perfil excepcional, frequentemente localizados em destinos turísticos consolidados ou em áreas de forte apelo paisagístico.

Regiões como Queenstown ilustram bem esse universo. Cercada por montanhas e lagos, a cidade abriga propriedades que vão de chalés alpinos com acesso a atividades como heliski e pesca esportiva a residências históricas restauradas, com jardins extensos, galerias privadas e infraestrutura de lazer de alto padrão.

Trata-se de um mercado voltado menos à moradia convencional e mais à preservação de patrimônio e estilo de vida. Esse estilo de vida, aliás, segue sendo um dos principais ativos do país.

Em 2024, a Nova Zelândia ocupou a nona posição no ranking dos Melhores Países da US News & World Report, com destaque para indicadores de qualidade de vida, estabilidade institucional e oferta de experiências ao ar livre, fatores especialmente valorizados por investidores globais de alta renda.

Americanos são os mais interessados

Os números iniciais sugerem que a demanda existe. Até meados de dezembro, quase 500 candidaturas haviam sido apresentadas no âmbito do programa Active Investor Plus, somando mais de NZ$ 770 milhões (R$ 2,36 bilhões) em capital comprometido.

Investidores dos Estados Unidos lideram as inscrições, seguidos por candidatos da China, segundo dados divulgados pelo governo.

Sete anos após fechar suas portas ao capital imobiliário estrangeiro, a Nova Zelândia sinaliza uma reaproximação cautelosa com investidores globais. O recado é claro: o país está novamente aberto, mas apenas para quem pode pagar o preço de entrada.

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