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Imóveis Acima de 125 m² Lideram Valorização em São Paulo — e as Maiores Altas Ficam Fora dos Bairros Nobres

Levantamento da Loft mostra que os maiores imóveis lideraram a valorização nos primeiros cinco meses de 2026 na capital paulista

4 min

Os imóveis com mais de 125 m² foram os que mais valorizaram em São Paulo entre janeiro e maio de 2026, registrando uma alta de 17,4% na janela em questão, no comparativo com igual etapa do ano anterior. Os dados são de um levantamento da Loft enviado com exclusividade à Forbes, com base em 735 mil anúncios residenciais publicados nas principais plataformas digitais da cidade.

O tíquete médio dos imóveis com mais de 125 m² chegou a R$ 1,82 milhão. A média geral da cidade foi de 11,3%, com variações entre 6,7% (imóveis de 30 a 65 m²) e os 17,4% registrados pelos maiores.

Os compactos de até 30 m² ficaram em segundo lugar, com alta de 16,7% e preço médio de R$ 367 mil.

“O mercado imobiliário paulistano segue bastante segmentado, mas os imóveis maiores foram os que registraram a maior pressão de preços neste ano”, afirma Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.

“Esse segmento atende compradores com maior poder aquisitivo, que costumam depender menos do financiamento. Mesmo em um ambiente de juros elevados, essa demanda continua ativa e ajuda a sustentar a valorização dos imóveis maiores”, completa.

Apartamentos acima de 125 m² que mais se valorizaram ficam fora dos bairros nobres

Os números da Loft indicam que, entre os imóveis acima de 125 m², os maiores aumentos não foram nos bairros nobres.

Perus, na Zona Norte de SP, liderou com alta de 113%, chegando a tíquete médio de R$ 2,03 milhões.

Jardim Helena veio na sequência com 103%, seguido por Pari (82,5%), Sé (80,8%) e Cidade Tiradentes (77%).

Também apareceram com fortes altas: Iguatemi (+57,6%), Jardim Ângela (+57,1%), Parelheiros (+54,7%), Cidade Universitária (+49,6%) e Parque do Carmo (+28,7%).

O panorama reforça os dados reportados pela Forbes nesta semana, que mostram valorização mais intensa nos imóveis localizados em bairros como o Centro e a Zona Leste em uma janela de cinco anos.

O preço nominal segue maior na Zona Sul e na Zona Oeste de São Paulo, entretanto, a variação percentual é menor.

Compactos também sobem – por razões distintas

Na faixa de até 30 m², a alta de 16,7% tem uma lógica diferente. O segmento atrai tanto investidores quanto compradores em busca de menor valor de entrada.

Entre os bairros que mais subiram nessa categoria estão Mandaqui (+68,2%), Grajaú (+44,9%), Aricanduva (+37,1%), Cidade Líder (+36,9%) e Campo Limpo (+34,9%).

A presença de Vila Nova Conceição (+25,7%), bairro de alta renda, no ranking dos compactos indica que a demanda por unidades menores atravessa faixas de renda.

“O segmento compacto continua sendo beneficiado pela procura por imóveis com menor valor de entrada e pela demanda de investidores. É um movimento que permanece forte mesmo em um cenário de crédito mais restrito”, afirma Takahashi.

O outro lado da moeda: alto padrão acumula estoque

Os números da Loft mostram valorização nos anúncios, no entanto, vale destacar que o segmento de alto padrão enfrenta dificuldades de absorção.

Um relatório do BTG Pactual com base em dados do Secovi-SP indica que o mercado de alto padrão enfrenta seu pior momento em quase uma década.

Imóveis com mais de quatro dormitórios chegaram a 26 meses de estoque. Para unidades acima de 180 m², o número ficou em 23 meses — o pior nível desde 2017.

Na prática: no ritmo atual de vendas, levaria mais de dois anos para zerar o estoque disponível desse segmento, sem nenhum lançamento novo.

A piora foi mais acentuada nos imóveis com mais de três dormitórios e com preço acima de R$ 2,1 milhões.

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