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Saiba Quais São os 10 Prédios Mais Sustentáveis do Brasil e de São Paulo

Ranking do GBC mostra domínio da região Sul e de São Paulo em sustentabilidade imobiliária com o nível máximo da certificação internacional

5 min

O que torna um edifício mais sustentável reúne diversos aspectos qualitativos, mas, além disso, é possível quantificar bem-estar, economia de recursos, saúde e outros atributos. A mensuração disso e a certificação são fatores — ao menos no segmento corporativo — altamente decisivos para a compra e locação, com a não certificação podendo ser um grande entrave para edifícios em regiões de alto padrão, como a Avenida Faria Lima.

A certificação amplamente usada no mercado imobiliário é a LEED, sigla para Leadership in Energy and Environmental Design, um sistema de classificação desenvolvido pelo U.S. Green Building Council (USGBC).

O LEED Platinum representa o mais alto nível de conquista em sustentabilidade dentro do sistema de certificação, para edifícios de mais de 80 pontos no sistema de pontuação.

Antes dele há LEED Certified (40–49 pontos), LEED Silver (50–59) e LEED Gold (60–79). Além destas, há certificações específicas como Life e Zero Carbon.

Os critérios incluem Processo Integrado, Planejamento e Avaliações (1 ponto), Localização e Transporte (15 pontos), Terrenos Sustentáveis (11 pontos), Eficiência Hídrica (9 pontos), Energia e Atmosfera (33 pontos), Materiais e Recursos (18 pontos), Qualidade Ambiental Interna (13 pontos) e Prioridades de Projeto (10 pontos), totalizando 110 pontos.

No Brasil, a certificação é feita via Green Building Council Brasil (GBC Brasil). O país é destaque não só entre outras nações da América Latina, mas também globalmente, dado que o GBC atua em mais de 180 geografias.

“Ficamos entre a 4ª e 5ª posição entre os países que mais certificam em todo o mundo. Se olharmos para o número relativo, considerando a proporção do mercado imobiliário aqui, não estamos longe dos Estados Unidos, que são com folga o país que mais certifica”, diz Raul Penteado, Presidente do Conselho do GBC Brasil, em entrevista à Forbes.

São Paulo reúne alguns dos edifícios mais sustentáveis do Brasil, mas, além disso, projetos de Santa Catarina e Paraná aparecem dentre os mais bem ranqueados.

“Os Estados do Sul, proporcionalmente, certificam até mais do que São Paulo. Atribuo muito isso à questão climática, dado que são estados onde as estações são mais acentuadas, com frio e calor mais intensos, e aí se busca mais eficiência energética”, comenta Penteado.

Os 10 edifícios mais sustentáveis de São Paulo

  • Bravo Paulista — Escritório, São Paulo, SP — LEED Platinum, 90 pts
  • Escritório Sede CTE — Escritório, São Paulo, SP — LEED Platinum, 87 pts
  • Condomínio Birmann 11 e 12 — Escritório, São Paulo, SP — LEED Platinum, 87 pts
  • Condomínio Edifício Delta Plaza — Escritório, São Paulo, SP — LEED Platinum, 86 pts
  • WTorre Nações Unidas 1 e 2 — Escritório, São Paulo, SP — LEED Platinum, 86 pts
  • AYA Center — Escritório, São Paulo, SP — LEED Platinum, 84 pts
  • Eloy Chaves — Escritório, São Paulo, SP — LEED Platinum, 84 pts
  • Japan House SP — Assembleia Pública, São Paulo, SP — LEED Platinum, 84 pts
  • VIVO Villa Lobos SP — Varejo, São Paulo, SP — LEED Platinum, 84 pts
  • RBR River One Corporate — Escritório, São Paulo, SP — LEED Platinum, 84 pts

Os 10 edifícios mais sustentáveis do Brasil

  • Petinelli – Escritório BC — Escritório, Balneário Camboriú, SC — LEED Platinum, 104 pts
  • Galeria Laguna — Outros, Curitiba, PR — LEED Platinum, 103 pts
  • Parc Autódromo — Comunidades, Pinhais, PR — LEED Platinum, 98 pts
  • Sede RAC Engenharia — Escritório, Curitiba, PR — LEED Platinum, 97 pts
  • Av. dos Estados I — Galpão e Distribuição, Santo André, SP — LEED Platinum, 92 pts
  • Bravo Paulista — Escritório, São Paulo, SP — LEED Platinum, 90 pts
  • Portobello Shop Jardim Social — Varejo, Curitiba, PR — LEED Platinum, 89 pts
  • Sede Sicredi Dexis — Escritório, Maringá, PR — LEED Platinum, 89 pts
  • Carlos Gomes Square – Torre B — Escritório, Porto Alegre, RS — LEED Platinum, 88 pts
  • Vila da Mônica Gramado — Assembleia Pública, Gramado, RS — LEED Platinum, 88 pts
  • Centro Administrativo Sicredi — Escritório, Porto Alegre, RS — LEED Platinum, 88 pts
  • Petinelli Porto Alegre — Escritório, Porto Alegre, RS — LEED Platinum, 88 pts
  • Hotel Moov Porto Alegre — Hospedagem, Porto Alegre, RS — LEED Platinum, 88 pts

Vale destacar que o ranking se baseia nos dados enviados pelo GBC à Forbes, e que consideram apenas projetos não confidenciais.

O anseio em mirar o mercado residencial e ter casas e apartamentos LEED Certified

Penteado diz, em entrevista à Forbes, que o conselho tem atuado para ampliar as operações e passar a certificar casas e apartamentos.

“Infelizmente, ainda se tem uma ênfase muito grande apenas nos edifícios corporativos, nos imóveis de alto padrão. Se não certificar, tem até dificuldade de locar ou vender. Mas queremos ir ao mercado residencial também”, conta.

O executivo relata que o GBC tem estreitado laços com associações e escritórios de arquitetura para que a relevância da certificação passe a ser notada pelos consumidores finais, compradores de imóvel.

Além disso, acrescenta que nos imóveis de baixa renda a sustentabilidade se torna ainda mais relevante.

“No Minha Casa Minha Vida (MCMV), por exemplo, os projetos de economia de luz e de água são muito mais importantes do que em um imóvel de alto padrão, de R$ 40 mil ou R$ 60 mil por metro quadrado. No alto padrão, a sustentabilidade é uma questão conceitual, dificilmente a economia de água e luz muda algo na vida do comprador. No MCMV, sabemos que a economia pesa e faz diferença”, diz.

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