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Inadimplência em “U”: Aluguéis Mais Caros e Mais Baratos Sofrem Mais Atrasos, e Faixa Intermediária Tem Menores Taxas

Taxa nacional recuou para 3,05% em julho e atingiu o menor patamar da série histórica; imóveis comerciais lideram os atrasos.

3 min

O Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica mostra uma retração de 0,15 ponto percentual (p.p.) no Brasil, para 3,05%, o melhor resultado desde 2023. Na comparação com julho de 2025 (3,76%) a queda foi de 0,71p.p.

A região com a maior inadimplência foi o Nordeste, de 4,88%, embora a queda de 0,27 p.p. ante o mês anterior. Em seguida aparecem Norte (4,04%), Centro-Oeste (2,8%), Sudeste (2,78%) e Sul (2,67%).

“Ainda é cedo para avaliar se esse respiro se manterá nos próximos meses. O cenário ainda exige atenção, pois juros e inflação podem impactar a renda familiar e, em consequência, o pagamento, em dia, do aluguel”, analisa Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica.

Os dados evidenciam que imóveis comerciais têm a maior taxa de atraso no pagamento (4,17%), seguidos por casas (3,29%) e apartamentos (2,14%). Entre as três categorias analisadas, os pontos comerciais apresentam o maior percentual de inadimplência em praticamente todas as faixas de preço.

O levantamento revela um padrão. Os contratos de valor mais baixo concentram as maiores taxas de inadimplência.

Superlógica

Na faixa de até R$ 1 mil, a inadimplência chega a 5,37% em apartamentos, 6,60% em casas e 7,27% em imóveis comerciais — os índices mais altos de toda a tabela.

À medida que o valor do aluguel sobe, a inadimplência cai de forma consistente até a faixa de R$ 3 mil a R$ 5 mil, ponto em que os índices atingem o menor patamar da série (1,44% para apartamentos, 2,40% para casas e 3,64% para imóveis comerciais).

A partir daí, o cenário se inverte: contratos acima de R$ 13 mil voltam a registrar taxas mais altas, com destaque para casas de alto padrão, que chegam a 6,17% de inadimplência — um salto expressivo em relação à faixa anterior.

Esse efeito em “U” mostra que o risco de inadimplência é maior nas pontas — aluguéis muito baratos e aluguéis muito caros — e menor na faixa intermediária, entre R$ 2 mil e R$ 5 mil.

Inadimplência em São Paulo acompanha média nacional e tem melhor mês desde 2023

A inadimplência de aluguel em São Paulo fechou o mês de julho em 2,58%, segundo os dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica.

Com isso, a inadimplência do aluguel da capital paulista também fica no menor nível da série histórica, iniciada em 2023.

No comparativo com junho (2,82%), a queda foi de 0,24 ponto percentual, e ante igual etapa do ano anterior a queda foi de 0,71 p.p.

Com esses números, São Paulo mostra uma inadimplência abaixo da média nacional, que foi de 3,05% ao fim de julho. O estado também está com dados melhores do que a sua região, na média, dado que a inadimplência do Sudeste foi de 2,78%.

Olhando no recorte por tipo de imóvel, os imóveis comerciais mostram a inadimplência mais alta do Sudeste, com 3,82% em julho. Em seguida, aparecem as casas, com 3,11%, e os apartamentos, com 2,01%.

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