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Por que as mulheres têm um papel essencial para resolver a crise global de liderança

O número de mulheres na alta liderança política tem caído, mas as suas habilidades podem ser a resposta para a inovação e melhores resultados

4 min
Giorgia Meloni, Kamala Harris, Taylor Swift e Christine Lagarde
Cecilia Zhang para Forbes USAGiorgia Meloni, Kamala Harris, Taylor Swift e Christine Lagarde são algumas das mulheres mais poderosas do mundo, segundo a Forbes

A 20ª lista das Mulheres Mais Poderosas do Mundo, feita todo ano pela Forbes, revela um contexto complexo para mulheres em posições de poder. O ranking deste ano destaca lideranças de diversas esferas de influência, apresentando tanto mulheres no começo de suas carreiras como figuras com reputações já estabelecidas. Embora destaque os avanços já conquistados por elas, a lista também mostra o contexto preocupante das mulheres em cargos de poder.

As primeiras mulheres da lista deste ano: Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, Kamala Harris, vice-presidente dos EUA, e Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, são exemplos de mulheres influentes ocupando espaços historicamente dominados por homens e são fundamentais na definição de políticas econômicas e legislativas. No entanto, elas são a exceção, e não a regra.

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Essa evidente falta de mulheres em importantes cargos políticos difere dos anos anteriores, com menos mulheres nessas posições em 2023. Há uma década, cinco mulheres lideravam as 25 principais economias do mundo. Hoje, esse número passou para apenas uma. Só 13 dos 193 Estados-membros da ONU (Organização das Nações Unidas) são liderados por chefes de governo femininas.

Houve um aumento na representação das mulheres nas esferas política e econômica e, ao mesmo tempo, uma diminuição do número de mulheres que ocupam cargos políticos hierarquicamente superiores.

Este declínio se acentua ainda mais pela natureza dinâmica do poder político: na lista deste ano, cinco lideranças, como Ursula von der Leyen e Kamala Harris, enfrentam corridas de reeleição. Ao mesmo tempo, outras como Tsai Ing-wen, presidente de Taiwan, e Zuzana Čaputová, presidente da Eslováquia, estão chegando ao fim de seus mandatos. Para completar o cenário, as ex-governantes Jacinda Ardern, da Nova Zelândia, Sanna Marin, da Finlândia, e Nicola Sturgeon, da Escócia, deixaram seus cargos no início deste ano.

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Com o mundo envolvido em crises nas mais variadas esferas de poder, a necessidade de mais mulheres nos mais altos níveis de decisão política vai além de ter mais equidade. Trata-se de aproveitar uma variedade de perspectivas e habilidades para enfrentar os desafios complexos que estamos vivendo. Neste momento da história mundial, no qual a liderança inovadora nunca foi tão importante, o que acontecerá a seguir pode ser ainda mais positivo se moldado por uma liderança inclusiva e transformadora, como a oferecida pelas mulheres.

Linda Thomas-Greenfield, embaixadora dos Estados Unidos na ONU, expressou este sentimento em uma entrevista à Forbes USA em setembro, destacando que compaixão e compreensão são essenciais para uma diplomacia eficaz. “Você tem que ouvir as pessoas, concordando com elas ou não”, disse ela. “Você também tem que ser gentil. A bondade é a arma mais eficaz que você pode ter.”

O poder feminino encontra-se hoje em um momento crítico. A resposta para o progresso está em um equilíbrio entre o hard power e o soft power, permitindo ainda mais a expressão do potencial de liderança das mulheres. Esta necessidade, que devemos atender para criar um mundo mais resiliente e justo, nunca foi tão urgente.

Veja, abaixo, as 10 mulheres mais poderosas do mundo segundo a Forbes. Confira a lista completa aqui

*Moira Forbes é a vice-presidente executiva da Forbes USA. Ela também atua como presidente e publisher de ForbesWomen.

(Traduzido por Gabriela Guido)

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