1. Início
  2. /
  3. Forbes Mulher
  4. /
  5. Relembre a Trajetória de Laura Cardoso, Pioneira da Televisão Brasileira
Forbes Mulher

Relembre a Trajetória de Laura Cardoso, Pioneira da Televisão Brasileira

Atriz morreu aos 98 anos nesta terça-feira; ela construiu oito décadas de carreira, com mais de 60 personagens na TV

3 min

A arte brasileira se despediu nesta terça-feira (18) de uma de suas maiores damas. A atriz Laura Cardoso, que morreu aos 98 anos em São Paulo, deixa um legado para a cultura nacional.

Nascida Laurinda de Jesus Balleroni, a veterana completaria 99 anos no mês de setembro e dedicou mais de 80 anos de sua vida à construção da dramaturgia no Brasil.

Relembre a carreira de Laura Cardoso

A trajetória de Laura se confunde com a própria história da comunicação no país. Ela iniciou a carreira artística aos 15 anos, no rádio e no teatro. A estreia na telinha ocorreu na TV Tupi, em 1952, no programa “Tribunal do Coração”. A partir dali, acumulou mais de 100 trabalhos entre o teatro, o cinema, a dublagem e as novelas.

Ao longo de sua jornada, Laura interpretou mais de 60 personagens na televisão. Na TV Globo, onde estreou em 1981 com “Brilhante”, deu vida a figuras que estão cravadas no imaginário do público.

Entre as mais lembradas estão Isaura, de “Mulheres de Areia” (1993); a vilã Guiomar, em “A Viagem” (1994); Sinhana Coragem, de “Irmãos Coragem” (1995); e Carmem, de “Chocolate com Pimenta” (2003).

Ela também estrelou sucessos como “Explode Coração” (1995), “Caminho das Índias” (2009) e “Império” (2014). Mesmo na nona década de vida, manteve presença nas telas e atuou como dona Sinhá em “Sol Nascente” (2016) e como Caetana de Souza em “O Outro Lado do Paraíso” (2017).

Seu último trabalho em novelas foi como Matilde, em “A Dona do Pedaço” (2019). Já a despedida definitiva da atuação ocorreu no cinema, em 2025, quando protagonizou o curta-metragem “Dona Rosinha”.

Reconhecimentos

Laura Cardoso levou o troféu Grande Otelo de Melhor Atriz Coadjuvante em três ocasiões: “Copacabana” (2002), “O Outro Lado da Rua” (2005) e “De Onde Eu Te Vejo” (2017).

Pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), venceu cinco vezes: na TV por “Os Apóstolos de Judas” (1977) e “Irmãos Coragem” (1995); no cinema por “Através da Janela” (2001); e no teatro por “Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu” (1990) e “Vereda da Salvação” (1993).

Também recebeu o Troféu Imprensa duas vezes na década de 1960. Pelo conjunto de sua obra, foi homenageada com o prêmio Guarani Honorário, em 2021, e o Troféu Oscarito, do Festival de Gramado, em 2023.

“Uma de nossas maiores damas”

Nas redes sociais, a classe artística prestou reverência à estrela. A cantora e atriz Zezé Motta resumiu o sentimento geral do público e dos colegas: “A arte brasileira dá adeus a uma de suas maiores damas. Laura foi grande, foi inteira, foi eterna”.

Lilia Cabral, que dividiu cena com a veterana em “Chocolate com Pimenta” e “Império”, destacou o peso do legado deixado: “Ela representa a nossa arte, ela é e sempre será a nossa inspiração”.

Lúcia Veríssimo, amiga desde que gravaram o filme “Um Casal de 3” (1982), agradeceu pelas “gargalhadas infinitas” e o carinho constante.

Colegas também ressaltaram a generosidade e o rigor profissional da atriz nos bastidores. Fabiana Karla, que dividiu o palco com Laura na peça “Hoje Eu Me Chamo Dinorá”, lembrou que a amiga chegava às 15h no teatro para se preparar para um espetáculo que só começaria às 21h: “Trabalhar ao lado dela foi uma lição de ofício e de vida”.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.