Plataforma de investimentos recebe aporte de R$ 210 milhões em série A

Com 350 mil clientes no mundo, a australiana Stake chamou a atenção dos fundos de venture capital DST e Tiger Global .

Matheus Riga
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O COO da Stake Paulo Kulikovsky

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A plataforma de investimentos Stake começará o segundo semestre deste ano com o caixa cheio. A empresa australiana anunciou hoje (18) a captação de R$ 210 milhões numa rodada série A – a primeira do ciclo de investimentos em startups. Os fundos de venture capital DST e Tiger Global – conhecidos por terem investido em fintechs como Nubank e Robinhood – lideraram o aporte, que será utilizado para ampliar a presença da empresa nos mercados onde já atua.

Fundada em 2017, em Sidney, na Austrália, pelos empreendedores Dan Silver e Matt Leibowitz, a Stake oferece uma plataforma para os investidores que desejam acessar o mercado de renda variável na bolsa de valores norte-americana. Ações e ETFs – os fundos que têm sua performance atrelada a índices específicos – são os principais produtos financeiros disponibilizados pela startup, que tem mais de 4.000 opções de investimento em seu portfólio.

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Com o aporte, a fintech não quer expandir sua atuação internacionalmente para novos países, mas utilizar os recursos para acelerar o crescimento na Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido e Brasil, países onde já atua. “Optamos por reforçar a atuação nos locais onde já temos operação, principalmente com novos recursos de tecnologia, marketing e conteúdo”, afirma o COO da Stake, Paulo Kulikovsky. “Expansões geográficas devem ficar para o ano que vem, com mais um país na América Latina e alguns na Europa.”

Para sustentar os planos de crescimento, Kulikovsky diz que o time da empresa dobrará de tamanho até o final do ano. A Stake, que conta com 60 colaboradores no mundo40 na Austrália e 20 no Brasil -, deve atingir 120 ainda em 2021. “Vamos focar muito em profissionais de tecnologia, principalmente desenvolvedores, de atendimento ao consumidor e de produção de conteúdo”, diz o executivo da fintech.

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Outra aposta da startup australiana é diversificar o seu portfólio de produtos financeiros. A empresa quer sair das 4.000 ações e ETFs disponíveis atualmente e chegar a 6.000 até o final de 2021. “Quanto mais opções de investimento, melhor para o nosso cliente”, afirma Kulikovsky. “Os nossos investidores querem ter acesso às ações de empresas que não são tão grandes, as chamadas small e medium caps.”

A perspectiva é de que a estratégia desenhada pela Stake faça o número de clientes brasileiros na plataforma crescer em mais de três vezes. Com 350 mil usuários no mundo, 30 mil são do Brasil, número que representa 8% da base. “Queremos trazer mais gente para essa modalidade de investimento [na renda variável da bolsa americana]”, diz o COO.

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