Experiência digital personalizada é a nova onda da inovação

O metaverso, e outras ações imersivas, só terão sucesso se forem ricos em recursos personalizados e envolventes.

Federico Grosso
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Oscar Wong/Getty Images
Oscar Wong/Getty Images

O avanço da digitalização rompeu barreiras entre o mundo físico e digital – e se reflete, sim, no desempenho das operações no mundo todo

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A linha que separa o mundo real do virtual está afinando com uma rapidez e precisão que jamais imaginávamos acontecer fora dos filmes de ficção científica. A próxima onda da inovação está cada vez mais perto: o metaverso está a alguns passos de se tornar realidade. Com isso, as marcas devem começar a se preparar para o futuro e cavar seu espaço nesse novo ambiente por meio de conteúdos 3D e imersivos. Ao se planejar para esse movimento de mercado, as empresas poderão criar ativos de marketing e comércio eletrônico melhores, mais rápidos e mais baratos.

Tanto da parte de investidores quanto do público consumidor, incluir uma gama de experiências compartilhadas – em qualquer âmbito, como jogos, comércio, treinamentos etc. – tem se tornado obrigatório. À medida que a tecnologia avança e mais pessoas têm acesso à digitalização, haverá uma demanda maior por imersões orientadas por dados que incluem e-commerce e funcionalidade de multiusuário. Além disso, poder manter e exportar versões personalizadas de sua identidade e bens em mundos virtuais também deve despontar como uma das exigências de quem consome os produtos ou serviços.

Para ajudar nessa transição para o “novo mundo”, um dos papéis das empresas de tecnologia tem sido capacitar agências, marcas e companhias de diferentes segmentos sobre experiências digitais. Esse foi o nosso principal objetivo durante o Adobe Summit 2022. Por meio de histórias sobre sucessos, “fracassos”, desafios e tendências, todo o ecossistema que envolve o cenário tecnológico pôde trocar experiências e compreender um pouco melhor o que promete ser realidade em um futuro próximo.

Com isso, pudemos impulsionar a ideia de que a privacidade das informações (um ponto bastante importante quando se aborda o conceito de metaverso) deve ser prioritária em qualquer adaptação de negócios. Considerando que as empresas devem ser, cada vez mais, transparentes e permitir que o controle dos dados individuais esteja de acordo com a vontade de cada pessoa, esse é um tema com grande relevância nas experiências digitais.

Outro ponto crucial bastante abordado no evento foi a personalização dos produtos e serviços. Há tempos falamos sobre a importância de uma jornada do consumidor mais individualizada, mas hoje esse conceito deve ser aplicado desde a concepção de um produto. Além de encontrar e adquirir serviços que supram suas necessidades, as pessoas querem se identificar e se expressar com o que estão consumindo. Por isso, customizações e a possibilidade de se inserir em um “universo paralelo” digital estão ganhando força no mercado.

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Por fim, mas não menos importante, outro ponto que abordamos no Adobe Summit deste ano foi a questão da velocidade com que tudo muda, acontece e ganha escala quando falamos das experiências digitais. São inegáveis os benefícios que a tecnologia trouxe para os negócios, mas, em contrapartida, tivemos a intensificação do imediatismo. A necessidade de monitorar, responder e oferecer tudo em “tempo real” é algo com que vamos conviver de modo cada vez mais frequente nos próximos anos.

Com todos esses fatores que envolvem o conceito de inovação e experiências digitais, reafirmo que para obter sucesso em qualquer adaptação, o essencial é estar aberto para novos conhecimentos. O metaverso, e outras ações imersivas, só terão sucesso se forem ricos em recursos personalizados e envolventes. E esse processo envolve uma jornada que precisa ser planejada e construída com boas bases e estratégias.

Federico Grosso é general manager da Adobe para América Latina.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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