1. Início
  2. /
  3. Forbes Tech
  4. /
  5. Em nova fase, rede criada por brasileiras quer ajudar na tomada de decisão
Forbes Tech

Em nova fase, rede criada por brasileiras quer ajudar na tomada de decisão

Com investimento das publicitárias e cunhadas Sophie Carelli Wajngarten e Bianca Wajngarten, o Which se propõe a integrar quem usa por meio de dúvidas e interesses em comum

6 min
Divulgação
Sophie Carelli Wajngarten e Bianca Wajngarten: amigas e empreendedoras com um objetivo em comm

Publicitárias, cunhadas e melhores amigas em busca de um ambiente saudável e eficiente de networking e conexão baseada em solucionar questões. Esses elementos inspiraram Sophie Carelli Wajngarten e Bianca Wajngarten a criarem uma rede social que ajude os usuários a se conectarem por meio de soluções. O Which, em funcionamento desde setembro do ano passado, possui duas funções principais: enquetes binárias e ranking top 5 com o objetivo de solucionar das questões mais simples do cotidiano, como a roupa para uma festa, até as mais complexas, como a decisão de uma crise conjugal.

Para manter um ambiente saudável de navegação, Sophie garante que a rede é rígida em relação ao tipo de conteúdo. Não são permitidos, por exemplo, conteúdos fraudulentos, enganosos e ilícitos, como pornografia, informação íntima, incitação à violência, suicídio, drogas e ataques baseados em características sensíveis como raça, etnia, origem, religião, orientação sexual, gênero, identidade de gênero e deficiências. À Forbes Brasil, Sophie Carelli Wajngarten e Bianca Wajngarten falam sobre os desafios de apostar em uma nova plataforma social diante de tanta concorrência e os planos de expansão do Which.

Novas profissões em alta com a Inteligência Artificial:

Forbes Brasil – O Which foi lançado no ano passado, em essência, como e por que ele surgiu?
Sophie – Duas cunhadas, melhores amigas (por incrível que pareça) e publicitárias; que enxergaram uma oportunidade de ampliar a nossa troca no universo digital empreendendo em algo pouco explorado; influência do compartilhamento para desenvolver uma rede que entrega resposta a todo tipo de dúvida. A plataforma nasceu com a intenção de unir pessoas de uma forma em que todos possam se beneficiar: uma rede social colaborativa que te ajuda a tomar decisões e responde suas dúvidas. E isso sem depender de seguidores. Estamos seguindo a tendência do compartilhamento, no nosso caso, de opiniões e indicações, em tempo real.

FB – Qual o nível de tecnologia embarcada na plataforma, como IA e algoritmos, por exemplo?
Sophie – Atualmente, o Which ainda não possui IA por se tratar da versão inicial. No entanto, assim que aumentarmos o número de usuários e lançarmos a versão dois contaremos com conteúdo personalizado, monitoramento de postagens para base de dados, além do recurso do Big Data para classificar os usuários por localização, histórico de navegação e comportamento offline. Dessa forma a IA vai melhorar ainda mais a experiência dos nossos usuários, otimizando o uso do Which para as pessoas e para as empresas. Mas tudo isso vem depois de atingirmos um número maior de usuários.

Reprodução
O Which está em sua primeira versão e foi lançado em setembro do ano passado

FB – Quais públicos vocês pretendem alcançar na medida em que o serviço escale?
Sophie – Não acreditamos que o Which é para algum público em específico porque é um serviço, rede social e entretenimento que entrega respostas. Qualquer público pode questionar e/ou pesquisar ou até mesmo opinar em questões alheias. Futuramente o propósito do Which é agregar tantos dados que será um “Google” com respostas de curadoria humana, com filtros e IA para ainda mais precisão nas respostas.

FB – Chama atenção a promessa de que a enquete é respondida mesmo de quem não é influenciador. Vocês preveem que o formato possa atrair influenciadores de outras redes?
Bianca Wajngarten – Ao dizer que você terá respostas mesmo sem ser influenciador, queremos explicar que você pela primeira vez terá uma rede social em que pode postar e será visualizado por pessoas com os mesmos interesses sem depender de seguidores. Acreditamos que será uma grande ferramenta de interação dos influenciadores com seus públicos e com as marcas. Não podemos esquecer que de uma forma simplista podemos também enxergar o Which como uma pesquisa qualitativa gratuita e rápida.

Leia também:

FB – Quais os pontos fortes, mas também desafios ou eventuais vulnerabilidades que vocês enxergam no modelo do Which?
Bianca – Achamos que um dos pontos fortes do Which é a postagem anônima. Poder perguntar e ter sua resposta sem se expor é um grande diferencial além de ser a única rede social que permite isso. Conforme escrito acima, não depender de seguidores também é um grande diferencial. Todas as pessoas partem de um mesmo degrau ao ingressar no Which. O ranqueamento em real time também é um diferencial e um serviço que (ainda) não existia, agora existe. Nosso benchmark é o Waze e por isso dependemos necessariamente de uma explosão de usuários. Ao apresentar o Which é unânime a aprovação e empolgação das pessoas sobre a plataforma. É uma ferramenta que ao se tornar conhecida pode ser muito poderosa: pela utilidade, pelos dados e pela inovação. Por isso temos muita confiança na ideia e no futuro do Which. Obviamente para uma divulgação satisfatória necessitamos de um vultoso investimento. Nos encontramos no momento em que estamos conversando com possíveis investidores para essa fase. Esse é o desafio atual.

FB – Quanto foi investido para a criação da plataforma e qual o próximo passo no plano de crescimento?
Sophie – Investimos bastante no desenvolvimento do Which, algo em torno de seis dígitos. Escolhemos um designer da Espanha, um programador que desenvolve projetos para grandes marcas e um time bem preocupado com UX. Nesse momento temos como colaborador um social media incrível que nos ajuda a planejar a divulgação para a chegada dos grandes investimentos. Nosso objetivo é chegar a 1 milhão de usuários no próximo ano.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.