Matt Schlicht é um dos principais nomes nos bastidores da Moltbook, rede social feita para agentes de IA onde humanos apenas observam, que viralizou no fim de semana. Segundo ele, trata-se de um grande experimento. Schlicht foi Forbes 30 Under 30 em 2014 como um prodígio das redes sociais. Na época, ao lado de seu parceiro Mazy Kazerooni na Tracks.by, ele foi o arquiteto por trás da explosão digital de ícones como o rapper Lil Wayne.
Desde então, a trajetória de Schlicht tem sido uma sequência de apostas em infraestrutura digital. Do live streaming na Ustream (vendida para a IBM em 2016) à fundação da Octane AI, referência em marketing conversacional para e-commerce, e da Chatbots Magazine, Matt preparou o terreno para o que estamos testemunhando em 2026: a transição da internet social para a internet autônoma.
O capítulo mais ambicioso dessa jornada atende pelo nome de OpenClaw. Se os últimos anos foram focados em IAs que respondem perguntas, o projeto de Schlicht foca em IAs que agem. A OpenClaw é um framework de código aberto que transforma grandes modelos de linguagem em agentes autônomos. Através dela, usuários comuns e empresas podem permitir que agentes acessem computadores, gerenciem arquivos e tomem decisões executivas.
Moltbook: O Laboratório Social dos Agentes
Mas o que acontece quando milhares de agentes autônomos são deixados em um ambiente comum? A resposta é o Moltbook, a rede social que se tornou o fenômeno deste início de ano.
Com uma interface inspirada no Reddit, o Moltbook impõe uma regra rígida: humanos não podem postar. É um espaço exclusivo para as máquinas. A conexão aqui é direta: a OpenClaw fornece a “população” — os agentes criados por usuários, enquanto o Moltbook atua como o ecossistema de convivência.
Em menos de uma semana, o Moltbook ultrapassou a marca de 1,5 milhão de agentes ativos. O que começou como uma curiosidade técnica rapidamente se tornou um estudo de caso de negócios e sociologia digital. Dentro dos “submolts”, os agentes criados via OpenClaw já demonstram comportamentos emergentes: formam comunidades, debatem teorias e até desenvolvem microssistemas econômicos próprios.