Na última quinta-feira (2), um dia após a tripulação Artemis II partir rumo à Lua, o comandante Reid Wiseman reportou uma falha técnica que afetava o sistema de e-mails da missão. A NASA rapidamente atuou para solucionar a questão, que envolvia o mau funcionamento do Microsoft Outlook.
Segundo Wiseman, foram identificadas duas instâncias abertas no aplicativo: o Outlook Novo e o Clássico, um problema comum também no planeta Terra. O conflito acabou interrompendo o funcionamento do aplicativo no tablet Microsoft Surface Pro, dispositivo pessoal do comandante.
Segundo Judd Frieling, diretor de voo da Artemis II, o erro ocorre quando o software tenta se configurar sem conexão direta com a rede. Para solucionar, o Centro de Controle da Missão precisou acessar o dispositivo remotamente, para recarregar os arquivos de configuração do Outlook.
Segundo divulgado pela NASA, os astronautas estão utilizando dispositivos Surface Pro para armazenamento e gerenciamento de fotos e vídeos, além de aplicativos de escritório. A missão, que teve início na última quarta-feira (1°), está prevista para terminar no dia 10 de abril, com o retorno da triupulação para à Terra.
Para manter contato com a Artemis II, a NASA utiliza uma combinação de sua Rede de Espaço Próximo e Rede de Espaço Profundo (DSN), o maior sistema de telecomunicações científicas do mundo. A DSN — cujas antenas de rádio estão posicionadas em três pontos ao redor do mundo, na Espanha, EUA e Austrália — é responsável por dar suporte a missões interplanetárias de mais de 2 milhões de quilômetros de distância, além de fornecer observações de radar e radioastronomia.
Quais dispositivos a tripulação levou?

Além do tablet pessoal de Wiseman, a tripulação levou para espaço câmeras DSLR Nikon D5, um codificador de vídeos ZCube e câmeras GoPro para documentar a jornada — a produção será conduzida pela Disney e National Geographic.
O iPhone 17 Pro Max também ultrapassou a órbita terrestre, para realização da captura de dados visuais críticos de forma instantânea, sem a complexidade de câmeras científicas — não há acesso à internet, bluetooth ou aplicativos online.
Em publicação nas redes sociais, Jared Isaacman, administrador da NASA, afirmou que a iniciativa aproxima a missão do público, além de dar aos astronautas a chance de capturarem momentos para suas famílias.
O software da Apple foi modificado para operar em um ambiente de radiação severa, deixando o dispositivo adequado para uma missão crítica.
Embora a possibilidade de usar o iPhone no espaço seja recente, dois iPhones 4 já haviam sido levados na missão STS-135, em 2011. Não há registros de como foram utilizados.
Encanador espacial
O problema com o Outlook não foi o único pequeno contratempo enfrentado pela equipe: no terceiro dia de viagem, a astronauta Christina Koch precisou consertar uma falha de luz no banheiro da nave Órion. “Eu sou a encanadora espacial. Me orgulho de poder me chamar assim”, disse Koch.
Apesar da solução, o banheiro voltou a apresentar problemas, desta vez no vaso sanitário. Engenheiros suspeitam que o cano do banheiro esteja sendo entupido por gelo, impedindo que a urina seja descarregada para o espaço. Astronautas relataram mau-cheiro vindo do