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Elon Musk Pode Dominar o Oscar 2027 — Entre o Documentário “Musk” e Polêmicas de “A Odisseia”

Um documentário sobre a vida do bilionário e um longa-metragem sobre a OpenAI parecem estar na disputa pelos prêmios -- ao lado de "A Odisseia", que Musk tem criticado ferozmente

5 min

Embora já tenha chamado o Oscar de “inassistível”, o bilionário Elon Musk pode se ver no centro das atenções da cerimônia da Academia no ano que vem. Isso porque um documentário sobre sua vida e um longa-metragem sobre a OpenAI parecem estar na disputa pelos prêmios — ao lado de “A Odisseia”, filme que Musk tem criticado de forma implacável.

Musk, atualmente a pessoa mais rica do mundo, será retratado nas telas duas vezes este ano: primeiro em “Musk”, um documentário assinado pelo vencedor do Oscar Alex Gibney, e depois em “Artificial”, filme de Luca Guadagnino que dramatiza a breve demissão de Sam Altman da OpenAI, no qual Musk aparece como personagem coadjuvante.

As distribuidoras de ambas as produções já anunciaram planos de fazer campanha pesada para o Oscar. Isso inclui tentar emplacar “Musk” na categoria de Melhor Filme, o que faria dele o primeiro documentário da história a ser indicado ao prêmio principal da noite.

Enquanto isso, Musk não cansa de detonar o Oscar nas redes sociais, chamando a premiação de “inassistível” e com “audiência patética”, além de espalhar desinformação sobre as regras de diversidade que as produções precisam cumprir para concorrer.

O bilionário também já deu o que falar nesta temporada ao se tornar um crítico fervoroso de um forte candidato ao Oscar: “A Odisseia”. Ele lidera um grupo anti-woke que acusa o diretor Christopher Nolan de “apagar” o povo grego ao escalar um elenco diverso.

A crítica especializada, no entanto, fez pouco caso das opiniões de Musk sobre “A Odisseia”, garantindo ao filme uma aprovação quase perfeita de 96% no Rotten Tomatoes, com vários críticos rebatendo o bilionário diretamente em suas resenhas.

IMDb

Resta ver o que os críticos dirão sobre “Musk” e “Artificial”, e se algum deles de fato conseguirá acumular indicações. A temporada de premiações começa com os indicados ao Globo de Ouro em 7 de dezembro — tradicionalmente um termômetro para o Oscar –, seguido pela entrega dos prêmios em 10 de janeiro. Os indicados ao Oscar serão revelados em 21 de janeiro, e a grande cerimônia acontece em 14 de março.

O Que Sabemos Sobre o Lançamento de “Artificial”?

Sam Altman
Florian Gaertner / Colaborador – Getty ImagesO CEO da OpenAI é Sam Altman

“Artificial”, dirigido por Luca Guadagnino (indicado ao Oscar por “Me Chame Pelo Seu Nome”), ainda não tem data de estreia definida, embora tenha garantido recentemente uma distribuidora depois que o Amazon MGM Studios desistiu do projeto. A Amazon, que anunciou um investimento de US$ 50 bilhões na OpenAI no início deste ano, afirmou em junho que o longa seria “melhor aproveitado se fosse lançado por outro estúdio”.

Segundo o New York Times, a decisão de abrir mão de “Artificial” chocou os cineastas, já que a Amazon vinha apoiando a produção até então e já havia investido US$ 40 milhões no filme. Semanas depois, a Neon — distribuidora por trás de sucessos vencedores do Oscar de Melhor Filme como “Parasita” e “Anora” — garantiu os direitos de exibição de “Artificial”.

O enredo gira em torno de Altman, interpretado por Andrew Garfield, mostrando como ele foi demitido e readmitido no cargo de CEO da OpenAI em questão de dias em 2023. Musk, que cofundou a OpenAI, é interpretado por Ike Barinholtz em um papel coadjuvante. No início do mês, a Variety informou que o filme retrata Altman como um “mentiroso patológico” e Musk como um “vilão”.

O Que Sabemos Sobre o Documentário “Musk”?

xAI
MARPIASECKI/GETTY IMAGES

Não muito, além da data de estreia: “Musk” chegará aos cinemas em 16 de outubro, sob a distribuição da Bleecker Street, segundo a Variety. A distribuidora planeja inscrever a produção em todas as categorias elegíveis do Oscar, incluindo a de Melhor Filme — o que seria um feito inédito para um documentário.

Em 2023, o diretor Alex Gibney afirmou que a obra seria um “retrato sem filtros e definitivo” de Musk e de seu impacto no mundo. Logo após o anúncio do projeto, Musk usou sua rede social X para rebater, chamando Gibney de “um babaca”. Gibney já levou a estatueta de Melhor Documentário em 2008 por “Um Táxi para a Escuridão”.

Há meses, Musk vem atacando “A Odisseia” e o diretor Christopher Nolan no X, acusando Nolan de ser “racista contra o povo grego e sua herança cultural” devido à escalação de um elenco diverso. Ele mirou especialmente Lupita Nyong’o, atriz negra escalada para viver Helena de Troia, e Elliot Page, ator transgênero que interpreta Sínon, primo de Odisseu.

Gigantes da tecnologia investem em cinema

Musk e Altman não serão os únicos bilionários a invadir as telonas este ano. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, será interpretado por Jeremy Strong em “The Social Reckoning” (O Acerto de Contas Social), sequência do sucesso de 2010 indicado ao Oscar A Rede Social.

Enquanto o primeiro filme focou na fundação do Facebook por Zuckerberg, a sequência abordará a série de reportagens publicadas pelo Wall Street Journal em 2021. As matérias revelaram que o Facebook sabia dos impactos nocivos de suas plataformas, com base em documentos vazados pela denunciante Frances Haugen.

*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com

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