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CUFA e Itaú fazem parceria para ajudar moradores de favelas a ingressarem no sistema financeiro e empreender

Testada em quatro comunidades até agora, colaboração quer incentivar a geração de negócios a partir de acesso fácil ao crédito

Redação
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Colaboração do Itaú e da CUFA quer incentivar novos negócios nas favelas a partir de acesso fácil ao crédito

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Para incentivar o empreendedorismo e reduzir as desigualdades, o bengali Muhammad Yunus criou, nos anos 1970, uma rede de microcrédito em Bangladesh destinada a financiar – sem garantias – quem estivesse em situação de vulnerabilidade. A iniciativa deu ao economista o Prêmio Nobel da Paz em 2006. 

Para Yunus, é imprescindível que os bancos incluam, entre seus clientes, a população de baixa renda e propiciem acesso fácil a empréstimos baratos. No Brasil, essa ideia pode se tornar realidade por meio de um projeto piloto que está sendo conduzido pela CUFA (Central Única das Favelas) e o Itaú Unibanco.

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Juntas, as instituições querem auxiliar os moradores e pequenos empreendedores das periferias a ingressarem no sistema financeiro, especialmente a partir do microcrédito e de uma conta digital gratuita. “Acreditamos que o microcrédito é um produto que pode impulsionar o crescimento financeiro das pessoas nas comunidades e incentivar a economia local das regiões onde atuaremos nesta parceria com a CUFA, pois essa é uma linha de crédito específica para fomentar a atividade produtiva”, explica Maira Moreno Machado, gerente de negócios inclusivos do banco. 

Em fase de testes atualmente, a parceria está sendo conduzida em quatro comunidades: Heliópolis (SP), Rocinha (RJ), Parque União (RJ) e Barroso (CE). Nelas, representantes da CUFA receberam treinamentos sobre produtos e soluções financeiras para que possam fazer a ponte entre o banco e a população. Depois de conversas iniciais com os moradores e apresentação dos serviços e seus benefícios, os líderes regionais indicarão potenciais clientes ao banco. 

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“É um orgulho para nós criar parcerias que investem e dão ferramentas às pessoas das favelas. As comunidades brasileiras já movimentam R$ 119 bilhões por ano, muitos de nós já somos empreendedores desde muito novos e, agora, com mais essa iniciativa, poderemos movimentar o mercado interno e aumentar a visibilidade das nossas potencialidades”, afirma Preto Zezé, presidente nacional da CUFA.

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