“Batido, não mexido”: 9 receitas para curtir o Dia do Martini

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Apelidada de Vesper, a versão pedida pelo espião é apenas uma das roupagens do clássico da coquetelaria

Quando James Bond pede para o bartender um drinque batido, e não mexido, ele está imortalizando nas telas do cinema uma das bebidas mais famosas do mundo – o Martini. Apelidada de Vesper, a versão pedida pelo espião é apenas uma das roupagens do clássico da coquetelaria. 

De paternidade contestável, o Martini carrega duas histórias em torno da sua criação. Há quem diga que o drinque é uma invenção de 1910 do barman  Martini de Arma di Taggia, funcionário do Hotel Knickerbocker, localizado em Nova York. O homem teria feito a mistura após uma exigência do magnata John D. Rockefeller, que queria provar uma bebida simples e sofisticada. Outros já atribuem o seu nascimento ao Occidental Hotel, em São Francisco, onde um mineiro sugeriu que o bartender misturasse gim e vinho branco para substituir a falta de champagne, ainda em meados de 1800. O dono do bar teria trocado o último ingrediente por gim e apelidado o drinque em homenagem à cidade natal do trabalhador, Martinez, na Califórnia. 

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De lá para cá – seja cem ou 200 anos depois – o drinque servido em uma taça de haste fina e borda delicada ganhou o mundo e se tornou o “rei” da coquetelaria. “Ele simboliza a fundação de todos os profissionais de bar. Durante a sua evolução se tornou um ícone de grandes personalidades mundiais e um grande símbolo de status social. É um tipo de coquetel para ser elaborado com muito conhecimento pelo bartender e consumido com muita cultura pelo comensal”, resume Márcio Silva,  diretor de desenvolvimento de bares do grupo Locale.

Por aqui, o drinque começa a ser mais requisitado à medida que os clientes se tornam mais exigentes e conhecedores do assunto – um movimento cada vez mais notado pelos profissionais da área. “É um pedido de quem tem um gosto mais apurado. Os brasileiros estão começando agora a apreciar um bom gim e os novos vermutes”, afirma Márcio. Já para Spencer Amereno, bartender do Guilhotina, a tendência da vez é a customização dos sabores, levando o clássico e requintado Martini para novos paladares. “É a  versatilidade que agora chama atenção, com variedade muito maior de glassware e muito mais conhecimento pelos ingredientes”, diz. 

Antes de se aventurar no preparo da sua versão mais famosa, o Dry Martini, vale se atentar também para as diferentes opiniões sobre a proporção exata da mistura. Enquanto os mais comedidos costumam optar por uma combinação de 50/50, outros defendem que a medida correta é de apenas um “cheiro” de vermute para uma dose completa de gim. Os especialistas, entretanto, nunca chegaram a um consenso. Diz a lenda que o autor norte-americano Ernest Hamingway, um dos famosos admiradores da bebida, já tinha uma resposta pronta quando era perguntado sobre a receita: “Se algum dia você se perder na selva africana, sente-se sobre uma pedra e comece a preparar um Dry Martini. Em cinco minutos vai aparecer alguém dizendo que a dosagem de gim e vermute está errada”.

Clássico absoluto da coquetelaria no mundo, o drinque ganhou novas versões ao longo da sua história. Veja, na galeria abaixo, nove receitas de Martini indicadas pelos especialistas para preparar em casa:

  • 1. Dry Martini Clássico – (Ricardo Takahashi (Japorês), bar manager do Beefbar São Paulo)
    70 ml de Gin Plymouth
    15 ml de Vermouth Carpano Dry
    2 dashes (1 ml) de bitter de laranja
    5 ml de salmoura de azeitona
    Finalizar com zest de limão-siciliano
    1 azeitona
    Preparo:
    Junte todos ingredientes em um mixing glass e misture bem. Coe a mistura antes de colocar na taça. Finalize com um zest de limão siciliano e uma azeitona.

    Neuton Araujo
  • 2. Martini Harry Johnson (Spencer Amereno – bar manager do Guilhotina)
    45 ml Plymouth
    30 ml Cocchi Vermouth di Torino
    Spray tintura de absinto (erva-doce, losna, melissa, semente de anis)
    1 dash (1 ml) de Boker’s Bitters
    Preparo:
    Coloque os ingredientes em um mixing glass com gelo e mexa por 30 segundos. Em seguida, coe a mistura e sirva em uma taça coupé previamente gelada. Finalize espremendo uma fatia de casca de laranja sobre o cocktail para extrair os óleos essenciais e aroma da fruta. Coloque a fatia no drinque.

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  • 3. Bottle of Martini Cocktail (Spencer Amereno – bar manager do Guilhotina)
    60 ml de London Dry Gin
    30 ml de Martini Extra Dry
    7,5 ml de Luxardo Maraschino
    2 dashes (1 ml) de Orange Bitters
    Preparo:
    Coloque os ingredientes em um mixing glass com gelo e mexa por 30 segundos. Em seguida, coe a mistura e sirva em uma taça martini previamente gelada. Finalize espremendo uma fatia de casca de laranja sobre o coquetel para extrair os óleos essenciais e aroma da fruta. Coloque a fatia no drinque.

    Laurence Dutton/Getty Images
  • 4. Pickles Martini (Márcio Silva – diretor de desenvolvimento de bares do grupo Locale)
    75 ml de London Dry Gin
    15 ml de vermute extra seco com infusão em mix picles misto
    Preparo:
    Coloque as bebidas em um mixing glass resfriado e mexa. Antes de servir adicione um pedaço de picles infusionado no coquetel.
    Para fazer a infusão, basta adicionar uma colher de picles em conserva para cada 100 ml de vermute.

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  • 5. Pepe Martini (Talita Tiemi Ishio – bar manager do Loup)
    50 ml de gim
    30 ml de Tio Pepe
    10 ml de vermute
    1 estrela anis
    Preparo:
    Coloque os ingredientes no mixing glass previamente resfriado e adicione gelo. Mexa durante alguns segundos antes de servir. Use a estrela de anis para decorar.

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  • 6. Desert Martini (Talita Tiemi Ishio – bar manager do Loup)
    50 ml de gim
    20 ml de vodka
    10 ml de licor maraschino
    5 ml de vermute
    Ramo de alecrim
    Preparo:
    Coloque os ingredientes no mixing glass previamente resfriado e adicione gelo. Mexa durante alguns segundos antes de servir.

    Gaelle Beller Studio/Getty Images
  • 7. Martini Da Terra (Néli Pereira)
    50 ml de vermute seco infusionado com cogumelos yanomami
    50 ml gim
    Gelo
    Preparo:
    Coloque os ingredientes em um mixing glass com gelo e mexa. Sirva em taça de martini. Para decorar, coloque um cogumelo em conserva.
    Para fazer a infusão, basta adicionar uma colher de chá de cogumelos em pó para cada 100 ml de vermute.

    Shigeki Morihira/Getty Images
  • 8. Martini Segue seco (Néli Pereira)
    70 ml de gim infusionado com cipó-alho
    20 ml de vermute seco
    Gelo
    Preparo:
    Coloque os ingredientes em um mixing glass com gelo e mexa. Sirva em taça de martini.
    Para fazer a infusão, basta adicionar uma colher de cipó-alho para cada 100 ml de vermute.

    Lara Hata/Getty Images
  • 9. Martini Tropical (Manoela de Faria – bar manager do Refúgio)
    50 ml de gim
    20 ml de Martini Bianco
    15 ml de xarope de açúcar (ou uma colher de chá de açúcar refinado)
    15 gotas de angustura
    20 ml limão siciliano
    Clara de 1 ovo
    Raspas de canela
    Preparo:
    Coloque a taça para gelar durante o preparo do drink. Em uma coqueteleira, coloque todos os ingredientes, agite e coe. Acrescente as raspas de canela na hora de servir.

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1. Dry Martini Clássico – (Ricardo Takahashi (Japorês), bar manager do Beefbar São Paulo)
70 ml de Gin Plymouth
15 ml de Vermouth Carpano Dry
2 dashes (1 ml) de bitter de laranja
5 ml de salmoura de azeitona
Finalizar com zest de limão-siciliano
1 azeitona
Preparo:
Junte todos ingredientes em um mixing glass e misture bem. Coe a mistura antes de colocar na taça. Finalize com um zest de limão siciliano e uma azeitona.


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