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Tratamento do Câncer: Qual É o Papel da Radioterapia e Quais São Seus Riscos Reais

Método é considerado seguro e fundamental no controle de diversos tipos de tumor

3 min

O tratamento contra o câncer ainda gera muitas dúvidas, especialmente em relação aos possíveis efeitos colaterais e à forma como o organismo reage durante e após as terapias. Entre as abordagens mais utilizadas está a radioterapia, frequentemente cercada por questionamentos sobre riscos e impactos a longo prazo. No entanto, evidências científicas acumuladas ao longo de décadas mostram que se trata de um método seguro, amplamente estudado e essencial no controle de diversos tipos de tumor.

A radioterapia integra um dos três principais pilares da oncologia moderna, ao lado da cirurgia e da oncologia clínica, responsável pelo uso de medicamentos como quimioterapia, terapias-alvo, imunoterapia e hormonioterapia. Esses três eixos estruturam grande parte das estratégias de tratamento adotadas atualmente, combinadas de acordo com o tipo e o estágio da doença.

Além dessas frentes, outras áreas também vêm ampliando as possibilidades terapêuticas, como a radiologia intervencionista, que utiliza técnicas minimamente invasivas, incluindo crioterapia e HI-FU, e a medicina nuclear, com o uso de radiofármacos cada vez mais direcionados às células tumorais. Esse avanço tecnológico permite abordagens mais personalizadas e precisas.

Dentro desse contexto, a radioterapia mantém papel central tanto em tratamentos com intenção curativa quanto no controle da doença e no alívio de sintomas. Ela pode ser indicada isoladamente ou em combinação com cirurgia e medicamentos, contribuindo para reduzir o risco de recidiva e aumentar as chances de controle tumoral.



Existem relatos raros de tumores secundários associados à radioterapia, mas trata-se de um evento extremamente incomum. Quando se analisa a relação entre riscos e benefícios, os ganhos proporcionados pelo tratamento são amplamente superiores aos potenciais efeitos adversos. A ocorrência de um câncer induzido pela radioterapia é excepcional e não se compara ao impacto positivo que a técnica oferece no tratamento da doença primária.

A informação baseada em evidências é fundamental para reduzir inseguranças e esclarecer que a radioterapia permanece como uma ferramenta segura e indispensável no cuidado contra o câncer.

Dr. Fernando Maluf é médico oncologista, cofundador do Instituto Vencer o Câncer e professor livre-docente da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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