O mercado financeiro esperava, antes da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), que a Selic encerraria 2026 em 14% e 2027 em 12,00%, mostrou nesta quarta-feira (24) a mediana do Questionário Pré-Copom, que foi usado pelo BC para avaliar possíveis trajetórias para os juros.
O documento mostra que a maior parte dos agentesdemercadoesperavaque a autarquia cortaria a taxa básicadejurosem0,25 ponto percentual na reunião da semana passada doCopom, a 14,25% ao ano,emlinha com o que foi feito e também alinhado com o que os participantes da pesquisa acreditavam ser necessário fazer.
Após esse corte, a maior parte dos respondentes previa uma manutenção daSelicpeloBC nas duas reuniões seguintes,emagosto e setembro, movimento que eles também apontaram na pesquisa considerar ser o mais adequado.
Enviado a instituições financeiras no início do mês, com prazoderesposta até a semana anterior à reunião doCopom, oquestionárioapresenta projeções dos agentes sobre indicadores econômicos e análises sobre a condução da política monetária, colaborando para subsidiar adecisãodejuros do BC.
Ao tomar adecisão da semana passada, a autarquia considerou “mais adequadas” trajetórias daSelicmenos discrepantes às apontadaspelomercadono boletim Focus, noquestionáriopré-Copome na precificação da política monetária,destacando que elas levariam a inflação ao alvo no primeiro trimestrede2028 e afastariam “volatilidadeexcessiva” nomercadoe na economia.
O BC alertou na ata da reunião que uma eventual tentativadeatingir a metadeinflaçãode3% no último trimestrede2027, atual horizonte relevante da política monetária, demandaria “variações abruptasdedireção edegrandemagnitudenaSelic”.
O boletim Focus anterior à reunião doCopomda semana passada apontava para mais um cortede0,25 ponto percentual daSelicemagosto e outro equivalenteemdezembro, fechando2026em13,75% ao ano, mas instituições já começavam a apontar para um ciclo menor, com as projeções dos últimos cinco diasderespostas apontando para a taxade14%ao final do ano.
Na ata da reunião, a autoridademonetária disse que essas trajetórias consideradas mais adequadas “contemplavam cenários com combinaçõesdediferentes momentosdepausa e retomada do ciclodecalibração” dos juros.